‘‘A primeira velha que eu fiz no teatro foi a mãe do noivo em ‘Bodas dos Pequenos Burgueses’. Fiz também ‘Correr Atrás do Chapéu da Velha’ e ‘A Velha Furunfunfelha Misiricuntelha’. Ao longo da minha vida tenho interpretado várias velhas. A Matilde tem um pouco de cada uma. Em todas elas houve uma composição física, envolvendo corpo e voz, e psicológica. Matilde é rabugenta, mas no fundo é bem disposta. A rabugice, na verdade, é mais teatro que ela faz para si mesma e para os outros. Ela fala devagar e, de uma hora para outra, dispara a tagarelar e andar. Matilde tem um passado incógnito – mostra fotos do casamento, mas fala do homem que namorou antes. Ela se comunica com o público através de fotografias e ninguém sabe se o que fala é verdade ou apenas um jogo para se comunicar com as pessoas. Matilde também é um pouco bandida e tenta fazer contrabando para ganhar um dinheirinho.’’

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