Estudantes mudam planos e rumam para a Oceania
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quarta-feira, 26 de setembro de 2001
Beth Debertolis<br> De Londrina 
Austrália e Nova Zelândia são os novos destinos dos intercambistas. O plano de fazer um curso nos Estados Unidos está sendo adiado pela maioria dos candidatos aos programas de intercâmbio monitorados por escolas de idiomas. Declaradamente aliada dos EUA, a Inglaterra também saiu da preferência dos estudantes. Aprender inglês, agora, só bem longe dos supostos alvos de ataques.
''Na semana do ataque terrorista aos Estados Unidos a procura por intercâmbio caiu a zero. Mesmo assim, tivemos apenas dois cancelamentos. Mas aumentou o interesse por outros destinos como a Austrália e a Nova Zelândia'', disse o diretor geral da Yazigi/Internexus, Arthur Nemer, de São Paulo.
''Nós mesmos sugerimos aos interessados em itercâmbio que aguardem até que a situação nos Estados Unidos fique mais definida'', disse Gabriela Costa, diretora da Central de Intercâmbio (CI), de Londrina. A CI também oferece programas de trabalho nos EUA. ''Nestes programas, com embarque previsto para o final do ano, não houve desistências'', disse Gabriela.
Enquanto em Nova York, o turista gasta cerca de US$ 240 por semana, em Nova Zelândia são gastos US$ 80. ''Além disto, quem vai com visto de estudante pode trabalhar na Nova Zelândia 20 horas semanais. Neste momento, o estudante só tem a ganhar'', sugeriu o sócio-diretor da CI em Curitiba, Celso Takahashi..
O mercado de intercâmbio já sofreu uma parada semelhante em 1999, quando houve a desvalorização do real. Os candidatos a estudar nas high schools tiveram que esperar mais tempo pelo embarque, até juntar todo o dinheiro necessário. Em 2000, a Yazigi/Internexus enviou ao exterior 40% mais estudantes do que em 99. ''Este ano, já tivemos um aumento entre 20% e 25% no movimento, apesar do dólar'', disse Nemer.
Na CI, o movimento de 2000 ficou igual ao de 99, o que foi considerado uma vitória porque a expectativa era ficar abaixo. ''O mercado de intercâmbio é crescente no País. Este ano já registramos uma procura maior pelos programas. Só que hoje a preocupação não é com o dólar, é com a segurança'', diz Gabriela Costa.


