Os estudantes André Chichella, de 15 anos, e Maurício Gemelli, de 21 anos, são exemplos dos reflexos da crise mundial. André tinha fechado contrato para ficar um ano estudando nos Estados Unidos a partir de janeiro do ano que vem, mas preferiu mudar rota. ''Minha mãe ficou apreensiva. Se acontecesse a 3ª Guerra Mundial e eu estivesse lá não teria como voltar porque eles fechariam o espaço aéreo. Por isso, apesar de ser mais caro, vou ficar seis meses na Nova Zelândia'', argumentou.
Mais radical foi Maurício, estudante de turismo, que iria embarcar em dezembro e pretendia ficar três meses fazendo estágio remunerado em um hotel ou estação de esqui. Ele cancelou o contrato com a agência World Study por conta dos atentados. ''Não tenho medo de um contra-ataque. Mas desisti de ir para lá por causa do bioterrorismo e da instabilidade econômica. Vou ficar em Curitiba, onde estou com emprego garantido em agência de turismo'', disse. (E.W.)

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