O vestibular que terá início amanhã será o primeiro da história da UEL com sistema de cotas. Segundo a resolução, 40% das vagas no concurso serão destinadas a pessoas que fizeram o Ensino Médio em escolas públicas - deste porcentual, metade será para estudantes negros. A implantação do sistema gerou polêmica, refletida na opinião dos três vestibulandos ouvidos pela reportagem da Folha.
''Não acho as cotas um sistema justo. Tem gente que se mata de estudar nos cursinhos e vai ficar de fora? Não parece ser a melhor solução. O que tinham que fazer é melhorar a escola pública'', diz Jhoni de Almeida, que estudou a vida inteira em escola pública. Já Jéssica Ramos Peres considera as cotas benéficas.
''Percebi no cursinho que o ensino particular é muito melhor do que o público, as chances não são as mesmas no vestibular. Mas não acredito que vão conseguir aplicar o sistema de cotas. Acho que vai haver muita confusão'', opina ela, que também estudou apenas em escola pública.
João Henrique Malavazi, estudante de colégio particular, é a favor das cotas, mas com ressalvas. ''Tem mesmo mais gente na faculdade que estudou em colégios particulares do que pessoas que vieram de escolas públicas. Mas acho que implantaram (o sistema) na UEL muito de repente. Parece que não foi muito discutido com a comunidade'', acredita.(F.G.)
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