Estudante fica fascinada com a interação
Tão misturado quanto a cor da pele das pessoas e a cultura do Brasil, a língua portuguesa envolve diversos aspectos da fala, escrita e de leitura, que muitas vezes permanecem ocultos. Por exemplo, palavras de origem inglesa ou francesa que acabaram sendo abraçadas no nosso vocabulário: abajur, tênis, sutiã, entre outras.
Mas esta foi apenas uma das novas informações adquiridas por Bárbara Mohacsi Faria, de 9 anos, que foi ao museu pela primeira vez acompanhada de seus pais.
Apesar de preferir os números - a estudante da 4 série do ensino fundamental adora matemática -, aquele universo de palavras e informações fez com que Bárbara ficasse fascinada a cada momento de interação com os equipamentos do espaço. ''Adorei brincar no Beco das Palavras e de descobrir o significado das palavras nas telas'', apontou.
De acordo com o superintendente-executivo do museu, este é o ponto que mais desperta atenção do público: seu patrimônio imaterial. '' A forma expositiva do museu difere dos demais, pois usa de recursos de alta tecnologia, virtualidade e interatividade, criando um universo expositivo muito próximo aos jovens, nascidos em um mundo de comunicação clara, rápida e direta'', discorreu Sartini.
O professor de Yoga e pai de Bárbara, Antonio Carlos Faria, também visitou o museu pela primeira vez e concordou com este ponto de vista. ''Se por um lado, a evolução tecnológica, principalmente a internet, acaba gerando uma nova forma de comunicação com palavras minimizadas, gírias e etc., no museu a gente usa essa tecnologia para aprender mais sobre a língua portuguesa'', disse.
Segundo ele, a interação com as informações do museu é importante, pois é a linguagem que está sendo utilizada no século 21. ''Não adianta nada você fazer um museu e deixar que as coisas fiquem dentro de um vidro impossibilitando de você interagir com elas. Eu vi muitos adultos aqui dentro, mexendo, procurando palavras. O espaço cativa tanto crianças quando adultos. É como se fosse um resgate de alguma coisa, já que tem pessoas que, pelo desuso, não utiliza determinadas palavras que acabavam revendo aqui'', declarou.
A mãe de Bárbara, Rosana Maria Mohacsi, como futura pedagoga visualizou visitas com seus alunos. ''É um passeio interessantíssimo. As oportunidades que se têm em São Paulo são inúmeras. Por exemplo, aos sábados você não paga ingresso para vir ao museu, e as pessoas não têm esse hábito. Acredito que por comodismo muita gente não sai para visitar um museu e conhecer a sua própria cultura. Com certeza eu pretendo voltar. E por que não com meus alunos futuramente?'', ponderou. (L.O.)





