Estrutura ainda é problema
Se todos os bailarinos inscritos no festival forem assistir às apresentações no ginásio Ivan Rodrigues, dois mil vão ficar de fora - e junto com o público. Distribuídas entre arquibancadas e cadeiras, apenas 4 mil pessoas podem entrar naquele espaço improvisado durante os 13 dias do evento. Precisamos de um lugar maior, reconhece o coordenador executivo Rolf Sell.
A expectativa de Sell é para que deslanche o projeto do Centro de Convenções e Eventos de Joinville, já elaborado pela prefeitura, que teria capacidade para pelo menos 13 mil pessoas bem acomodadas. Torcemos pelo início da obra o quanto antes para que a inauguração aconteça no próximo festival, revela o homem que direcionava o canhão de luz e cuidava da bilheteria na primeira edição do evento, em 1983.
O projeto do centro é do presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Joinville (Ippuj), Norberto Sganzerla, que trabalhou no órgão similar em Curitiba. A vinda do Ballet Teatro Bolshoi no ano passado abriu os olhos das autoridades em relação aos problemas de estrutura, lembra o coordenador executivo do festival.
Naquela ocasião, muitas pessoas com ingresso comprado não puderam assistir à apresentação da companhia russa porque a lotação do ginásio esgotou. É para evitar situações assim e espalhar o público que existem palcos alternativos para apresentações em praças, shopping centers e indústrias. Também há eventos paralelos, como mostras de cinema e vídeo, feiras culturais e gincanas.
Terceirização Além da necessidade de um local adequado, já se começa a falar em terceirização de serviços. Talvez a parte operacional seja terceirizada no ano que vem, prevê o presidente da Fundação Cultural de Joinville (FCJ) e da comissão organizadora do festival, Edson Machado. Segundo ele, o evento só funciona graças à colaboração de aproximadamente 600 pessoas.
O festival depende de abnegados, admite Machado. O presidente da FCJ elogia o esforço dessas pessoas, mas entende que é preciso profissionalizar vários setores. Ele mesmo relaciona: Segurança, transporte, sonorização, tudo isso dá para terceirizar. Na sua opinião, as mudanças aumentariam a eficiência dos organizadores.
A fundação seria a gestora do evento para manter seu conceito, explica Machado. O recado é destinado àqueles que temem ingressos mais caros e atrações eminentemente comerciais com uma possível privatização do festival. A terceirização deixaria o poder público liberado para atender a outras demandas comunitárias e diversificar suas atividades culturais, como literatura e teatro, conclui o presidente da FCJ. (D.J.)





