Estrelas de primeira grandeza

O Bolshoi começou suas atividades em 1776, nascido pelo idealismo de estudantes universitários. A caminhada para o progresso foi rápida - em 1880 estreava num teatro construído na Rua Petrovsky. Como o repertório era formado por balés, dramas e óperas, o lugar passou a ser conhecido como Ópera. O elenco, porém, não tinha divisão entre companhias de teatro e ópera. Daí que os cantores precisavam também atuar, dando uma verdade cênica até então inédita às produções operísticas.
O prédio deixaria de existir em 1805, num grande incêndio. Em 1824 ergueu-se uma nova sede, tornando-se um dos mais belos teatros do mundo, chamado de Bolshoi Petrovsky. Um novo incêndio ocorreria em 1853. O arquiteto Albert Kavos trabalha na restauração do prédio, que reabre em 1856.
As óperas de Tchaikovsky tornam-se então recordistas do teatro, como ‘‘Eugen Onegin’’, ‘‘A Dama de Espadas’’, ‘‘Mazeppa’’. O mesmo destino é vivido pela dança - os balés ‘‘O Lago dos Cisnes’’, ‘‘A Bela Adormecida’’, ‘‘O Quebra-Nozes’’ tornam indelével a assinatura do Bolshoi.
Por ele passaram nomes como os compositores Tchaikovsky, Rimsky-Korsakov, Borodin, Rachmaninov, Prokofiev, Glinka, Khachaturian, e bailarinos como Gulina Ulanova, Maya Plissetskaia, Martina Semionova, Vladimir Vassiliev, Alicia Alonso, Marius Liepa.
Somente nas últimas quatro décadas a companhia se projetou internacionalmente. Em 1964 Yuri Grigorovich assume os cargos de diretor artístico e coreógrafo residente. Sua obra-prima é datada de 1968: o épico ‘‘Spartacus’’, com música de Khachaturian, que trata dos ideais da liberdade. (Z.C.L.)

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