Estrela Eterna
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 06 de agosto de 2012
Rafael Ceribelli <br> Reportagem Local 
''Eu sou boa, mas não sou um anjo. Eu peco, mas não sou o diabo. Eu sou apenas uma pequena garota em um mundo grande, tentando encontrar alguém para amar'', a afirmação, emblemática, serve para resumir a trajetória de um dos maiores ícones do cinema: a atriz Marilyn Monroe (1926-1962), personalidade que é relembrada, nesta semana, pela ocasião do aniversário de 50 anos de morte.
Dona de uma vida agridoce - sempre pontuada pelos excessos da fama, relacionamentos perturbados e crises emocionais - a trajetória de Marilyn é um verdadeiro conto de fadas que não teve final feliz. A história da garota pobre que conquistou Hollywood e os cinemas de todo o mundo ainda fascina uma legião de fãs, eternos admiradores da figura da 'femme fatale'; uma mistura irresistível de inocência e malícia.
O repentino sucesso mundial veio após a atriz conseguir o papel principal nas produções ''Os Homens Preferem as Loiras'' e ''Como Agarrar um Milionário'' (ambos filmes lançados em 1953) e isso fez com que Marilyn - apontada como sendo uma garota frágil, tímida e reclusa fora do 'set' - tivesse que se acostumar com o assédio constante de fãs e paparazzis. A fama teve seu preço. Os holofotes em cima de seu estrelato e sua ascensão como símbolo sexual foram responsáveis pelo desmoronamento de sua vida pessoal: casada e divorciada por três vezes (com o amigo de infância Jimmy Dougherty, o jogador de beisebol Joe DiMaggio e o dramaturgo Arthur Miller) a personalidade instável de Marilyn foi agravada ainda mais pelo uso constante de calmantes e barbitúricos, ministrados para ela suportar uma rotina intensa de gravações e eventos sociais.
Cansada da imagem de 'garota ingênua', Marylin resolveu produzir seus próprios filmes a partir de 1956, e películas como ''O Príncipe Encantado'' (1957) e ''Quanto Mais Quente Melhor'' (1959) foram responsáveis por exibirem uma faceta madura da atriz, que conseguiu reconhecimento da crítica ao ganhar o Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz em Comédia. Durante o auge de seu sucesso profissional, a atriz também esteve envolvida em polêmico relacionamento com o John F. Kennedy; segundo relatos, o ex-Presidente dos EUA era obcecado pela loira, e a mantinha como sua amante oficial.
Na manhã de 5 de agosto de 1962, com a idade de 36 anos, Marilyn foi encontrada, sem vida, na cama de sua mansão em Brentwood, Califórnia. A morte, cercada de mistério - o FBI fez desaparecer diversos registros pessoais da atriz - foi causada pela overdose de barbitúricos. Protagonizando 30 filmes durante a sua curta vida, a estrela de Marilyn Monroe ainda brilha como um dos símbolos máximos de Hollywood, e sua lendária sensualidade atemporal.


