ESTRÉIAS - 'A Hora do Rush 3' mostra humor incorreto
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quinta-feira, 06 de setembro de 2007
Sérgio Rizzo<br> Folhapress 
Diante da impossibilidade de fazer uma aventura de James Bond, George Lucas e Steven Spielberg adaptaram para o formato de longa-metragem a estrutura episódica dos seriados de ação que viam na infância em ''Os Caçadores da Arca Perdida'' (1981). Desde então, o conceito de montanha-russa, com diversos blocos de peripécias e picos de tensão ao longo do filme, se tornou dominante no gênero.
Indiana Jones, não por acaso, dá as caras em uma tela de TV em ''A Hora do Rush 3'', que estreou ontem, em Londrina. A menção ao herói-arqueólogo assinala de onde vem a matriz, mas também funciona para sublinhar, com humor escrachado, a diferença entre uma coisa e outra. Aqui, o terreno é o da paródia (a gêneros e subgêneros, em especial a aventura e o policial) e do pastiche (a ícones da cultura de massa).
O desenho da franquia já havia sido bem delineado nos dois primeiros longas, de 1998 e de 2001. Ambos foram dirigidos por Brett Ratner. De volta ao universo de ''A Hora do Rush'' para rodar esse episódio, Ratner inclui no pacote a auto-referência - uma das cenas com erros de filmagem que acompanham os créditos finais menciona o seu nome e usa sua gargalhada.
Desta vez, detetive Carter (Chris Tucker) e inspetor Lee (Jackie Chan) se reúnem para investigar uma organização criminosa chinesa. A missão os leva de Los Angeles até Paris, onde localizam e depois tentam proteger uma mulher fatal (Noémie Lenoir) cuja sobrevivência é fundamental para a elucidação do caso.
Estereótipos sobre franceses e norte-americanos são esgrimidos, com aspereza incomum, nessa comédia de ação cujo humor politicamente incorreto parece alertar que não tem compromisso com nada, exceto com a graça e com os cifrões.
Ontem, em Londrina, também teve a estréia de ''Eu os Declaro Marido e...Larry.


