Estranha no ninho
Elisabete Mendes Coelho é uma ''habitué'' do teatro brasileiro. Em quase 30 anos de carreira, já atuou em mais de 40 espetáculos, como ''Processo'', ''Macunaíma'' e ''Cacilda!''. A atriz, porém, começou sua precoce carreira na tevê quando tinha pouco mais de dez anos. Ela saía de casa, escondida dos pais, para apresentar um modesto programa infantil na extinta TV Itacolomi, de Belo Horizonte, retransmissora da Tupi na época. Nele, Bete cantava e dançava em dueto com a irmã, Eneida. O programa não durou mais que um ano, mas serviu para mostrar que Bete estava no caminho certo. ''Nunca passou pela minha cabeça fazer outra coisa que não fosse atuar. Desde criança, sempre gostei de fazer caretas na frente do espelho'', ri.
Como boa mineira, Bete Coelho fala pouco de si mesma. Ela discorre com desenvoltura sobre a carreira profissional, mas se mostra reservada quando o assunto é a vida pessoal. Mesmo assim, Bete não teme a eventual invasão de privacidade que espreita os atores mais incautos. ''Se você faz televisão, quer mais que as pessoas vejam o seu trabalho e que aquilo seja um sucesso'', esclarece. Quando fez ''Vamp'', Bete deixou de frequentar shopping-centers uma semana depois da estréia da novela. Hoje, garante que sabe tirar de letra a tão propalada superexposição na mídia. ''Antes de 'As Filhas da Mãe', aproveitei para estocar alimentos no porão. Parecia até que estava me preparando para a guerra'', brinca.





