Da Redação
O Paraná é responsável por 19,8% de toda a arrecadação obtida pelo turismo no País. O Estado recebe anualmente uma média de 2,7 milhões de turistas, que produzem uma receita de R$ 477 milhões. Para ampliar ainda mais esses números, o governo paranaense está desenvolvendo projetos e estimulando negociações que deverão melhorar a infra-estrutura do setor, que é um dos que mais crescem no mundo. A intenção é aproveitar o potencial que o Estado possui, principalmente nas áreas de ecoturismo e turismo rural.
Hotéis-fazenda, moinhos, cachoeiras, cavernas, canyons, bosques e parques naturais, localizados em pontos estratégicos do Paraná, são alguns dos atrativos de programas turísticos como o Circuito de Turismo Rural e o projeto Campos Gerais. O primeiro é uma iniciativa que envolve a Coordenação da Região Metropolitana (Comec), a Emater e prefeituras. Enquanto o segundo segue o modelo adotado na Costa Oeste, de desenvolvimento regional ancorado pela indústria do turismo. A meta é que o Paraná seja o Estado que mais irá atrair turistas na virada do milênio.
Um dos roteiros que merecem destaque é o do Circuito Italiano de Turismo Rural, em Colombo e Bocaiúva do Sul. O circuito, que inclui visitas à Gruta de Bacaetava, bosques municipais, igrejas, cantinas, casas e moinhos antigos, deverá melhorar o rendimento das 34 pequenas propriedades inscritas no programa e estimular a geração de empregos. Uma delas já está construindo um hotel fazenda.
Mas o projeto mais abrangente é o que pretende fazer da região dos Campos Gerais um dos principais roteiros do turismo natural brasileiro. A Ecoparaná, empresa vinculada à Secretaria do Esporte e Turismo, é a responsável pelo projeto. Como já fez com a Costa Oeste, está pondo em prática uma série de entendimentos com prefeituras e empresas privadas. ‘‘A intenção é consolidar um roteiro turístico diferenciado e que fortaleça a região com novos investimentos e geração de empregos’’, explica o coordenador da Ecoparaná, Taco Roorda.

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