São Paulo, 16 (AE) - O governador Mário Covas, o secretário de Estado da Cultura, Marcos Mendonça, o secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, José álvaro Moisés, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Horácio Piva, assinaram hoje um protocolo de intenções que cria o Programa de Estímulo à Indústria Audiovisual no Estado de São Paulo. Pelo documento, o Estado e a iniciativa privada comprometem-se a financiar 30 dos 60 longas-metragens que devem ser produzidos por ano no Brasil até 2002. Em 1999, foram produzidos 31 filmes nacionais.
O objetivo do programa nesses três anos será aumentar para 20% a participação do filme nacional no mercado cinematográfico. Este ano, essa participação deve chegar a 10%, considerando as estréias dos filmes infantis em dezembro, entre eles "Requebra, da apresentadora Xuxa, e O Trapalhão e a Lua Azul", de Renato Aragão.
"Não sei quanto custa fazer 30 filmes, mas o governo de São Paulo vai se responsabilizar por 50% desse valor", afirmou Covas. Pelo programa, a Fiesp e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) comprometem-se a captar recursos incentivados entre seus filiados, num montante sempre equivalente àquele investido pelo governo.
Valor máximo - O governador não revelou o valor exato que vai tornar disponível para o cinema no próximo ano. Mas o programa prevê que cada filme receberá o valor máximo de R$ 1,5 milhão.
De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria Cinematográfica do Estado de São Paulo, Aníbal Massaini, Covas prometeu R$ 4 milhões para o novo programa. "O melhor disso tudo é que, com a entrada da Fiesp, a iniciativa privada está se comprometendo a apoiar o cinema", avalia Massaini.
O programa faz parte de outro plano de incentivo ao audiovisual, o Mais Cinema 1999/2000. Lançado em agosto pelo Minc, o Mais Cinema oferece uma linha especial de crédito de R$ 80 milhões para financiar produção, distribuição e exibição. O dinheiro é do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do próprio Minc, com aval do Banco do Brasil e Sebrae.
Para o secretário do Audiovisual, álvaro Moisés, o dinheiro do novo programa poderá servir de aval para os produtores sacarem o dinheiro da linha de crédito do BNDES. "Até agora, os bancos têm exigido uma garantia tão alta que vinha tornando inviável o uso desse recurso", diz.

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