A abertura oficial do 28º Festival de Música de Londrina será no domingo à noite com a apresentação de uma ópera que reunirá árias, duetos e coros de obras famosas no palco do Teatro Ouro Verde. A partir de amanhã, porém, o público já tomará contato com as primeiras atividades do evento. A programação artística e pedagógica prossegue até o dia 26 de julho.
Entre as atrações escaladas constam, além da ópera citada, a cantora Cida Moreira, a Orquestra de Metais Lyra Tatuí (de Tatuí, SP), a Spokfrevo Orquestra (de Pernambuco), o músico carioca Marcus Tardelli (considerado a grande revelação do violão brasileiro) e um concerto inusitado que reunirá num mesmo palco a Orquestra Sinfônica do Paraná e a banda de rock curitibana Blindagem.
Também merece destaque a opereta ''Forrobodó'', musicada por Chiquinha Gonzaga (1847-1935) no início do século 20 e montada agora em Londrina com atuação de 120 crianças e adolescentes participantes de oficinas da Rede da Cidadania (programa de inclusão sócio-cultural da Secretaria Municipal de Cultura). Novidade nessa edição, uma ''maratona musical'' com 5 horas ininterruptas de concertos está prevista para o dia 19, a partir de 18 horas no Teatro Ouro Verde.
Ainda na programação, dois convidados internacionais de peso: o quarteto polonês Kwadrofonik e o grupo norte-americano Ensemble Lipzodes. O primeiro traz dois pianistas e dois percussionistas na formação. No palco, eles executam a peça ''Sagração da Primavera'', de Stravinsky. Já a segunda atração trabalha com música histórica da Guatemala combinando voz, charamelas, baixões, flautas e percussão.
''É o grupo mais premiado dentro desse segmento'', informou ontem o diretor artístico do festival Marco Antônio de Almeida, durante entrevista coletiva à imprensa que contou com presença de patrocinadores e representantes dos realizadores do evento. De acordo com ele, o Festival terá 80 concertos distribuídos entre os teatros, praças, bares, empresas e hospitais. Haverá extensões em 12 municípios da região.
A grade pedagógica, por sua vez, reúne 63 cursos. A maioria das aulas será realizada no Colégio Mãe de Deus com participação de 1.200 alunos de todo o País. ''Nosso festival é o único do País que é classificatório e não eliminatório. Todos os alunos que se inscrevem participam, sendo distribuídos nas turmas de acordo com seu nível de aprendizado'', ressaltou Almeida. ''E o conteúdo programático está muito interessante. O curso de regência, por exemplo, foi muito procurado nessa edição. Quando abrimos o curso, há quatro anos, houve apenas oito inscritos. Agora tivemos 36 jovens inscritos interessados em se tornar regentes''.
O diretor chamou atenção ainda para a crescente presença de crianças no 28º FML. ''Os pequenos ganham cada vez mais espaço. O festival virou uma colônia de férias com aulas de coro infantil, flautas e violão. Isso é muito importante porque colocamos uma semente de música em cada um deles'', afirmou. Almeida destacou também o Simpósio Paranaense de Educação Musical que, tradicionalmente, abre o Festival com palestras, mesas-redondas e oficinas.
Nesta 14 edição, o Simpósio terá como tema ''Educação Musical: o compromisso com a escola'' e será realizado no Departamento de Música do Ceca, no campus da UEL. ''A volta do ensino de música nas escolas regulares, a partir do projeto de lei 2.732, será debatido por nove professores. É um tema que está pegando fogo'', salientou o diretor.
Para abrir o SPEM e o Festival, amanhã, foi convidado o Coro Infantil e Juvenil da UEL, sob regência de Lucy Schimiti. A apresentação será às 20h30, no Teatro Crystal Palace.

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