A jornalista e escritora Heloísa Seixas é uma assídua leitora de terror. Admiradora confessa de autores como Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, ela adora vasculhar livrarias e sebos atrás de raridades no gênero. Foi justamente numa dessas escavações literárias que Heloísa descobriu o conto ‘‘Os Salgueiros’’, escrito pelo inglês Algernon Blackwood. E ficou tão assustada com a história - dois homens que embarcam numa viagem pelo Rio Danúbio e chegam a uma ilha macabra - que sugeriu à Editora Record um volume dedicado ao gênero: ‘‘Depois - Sete Histórias de Horror e Terror’’, organizado e traduzido por ela. ‘‘Fiquei pasma porque foi a história de terror que mais me amedrontou em toda a minha vida’’, confessa.
Aos 45 anos, Heloísa Seixas recorda que o fascínio por histórias de terror começou ainda criança, quando ouvia, boquiaberta, as histórias de fantasmas contadas pela avó. Foi a ela que Heloísa Seixas dedicou o romance de estréia, ‘‘Pente de Vênus’’, lançado em 95 pela Editora Sulina. O livro de estréia já denunciava a forte inclinação de Heloísa Seixas para a narrativa gótica, estilo literário imortalizado por Charles Baudelaire e H. P. Lovercraft no Século XIX. ‘‘Para ser franca, nem eu mesmo sabia que o que estava escrevendo era gótico’’, admite.Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z NotíciasHeloísa Seixas: ‘‘Optei por autores pouco conhecidos
para fugir do lugar-comum das antologias do gênero’’
Heloísa Seixas lança ‘‘Depois - Sete Histórias
de Horror e Terror’’, antologia de gelar o sangue

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