Espírito radical
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 22 de abril de 2014
Belisa Taam<br>TV Press 
Na ânsia de fugir da interpretação convencional, Ricky Tavares valoriza papéis que o tiram do lugar-comum. Por isso mesmo, para viver Mossoró, um jovem adepto ao "motocross" modalidade de esporte radical com motos especializadas , em "Vitória", próxima novela da Record, o ator aproveitou para "mergulhar" em uma realidade distinta da sua. "Já tinha andado de moto, mas nada se compara à proposta de agora. O interessante é incentivar e mostrar ao telespectador um pouco mais sobre a modalidade", valoriza ele, que emendou dois personagens bíblicos nas séries "José do Egito" e "Milagres de Jesus", ambas da emissora. "Gosto de papéis diferentes e que possibilitem meu crescimento profissional", avalia.
Na trama de Cristianne Fridman, o carismático Mossoró decide criar uma pista de "motocross" para se tornar competidor profissional. "O cenário vira o palco onde muitos personagens vão transitar", adianta. No entanto, ele divide sua atenção com a administração de um haras falido na região serrana e um bar, do qual vira sócio. "Mesmo com esse lado para o mundo dos negócios, o foco do Mossoró é o esporte", entrega. Já nas questões familiares, o personagem é o braço direito da irmã, Diana, interpretada por Thaís Melchior. E ainda tem uma boa convivência com o pai, Gregório, de Antônio Grassi. Para Ricky, a relação de cumplicidade entre os irmãos se intensifica por causa da ausência da figura materna. "O fato de perder a mãe cedo fez com que ele se apegasse nessa figura da irmã mais velha, que sempre lhe deu carinho e atenção", opina.
Na fase de composição para o papel, Ricky relembra a procura minuciosa por filmes sobre a temática central do personagem. "Fiquei focado em esportes de aventura", conta. Além disso, o ator incluiu em sua rotina a ida a eventos de "motocross" para descobrir os macetes de profissionais da área. "Estou tomando gosto por essa área. É divertido", conta. Para se entrosar com grande parte do elenco, Ricky ressalta a importância das leituras encenadas ainda na etapa inicial. "Começamos a gravar há pouco tempo, mas o primeiro contato é fundamental para ter uma fluidez durante a novela", elogia.
Aos 22 anos, o ator natural de Brasília confessa ser autocrítico a cada novo trabalho. No entanto, valoriza a cobrança em tons moderados para conquistar seu espaço na tevê. "Estou no início da carreira e tenho muito a aprender. Às vezes, não consigo nem olhar para as cenas", diverte-se. Na fase atual, Ricky reencontra o texto de Cristianne Fridman, com quem trabalhou em "Vidas em Jogo", dando vida a um dos protagonistas da época, como o jogador de futebol Wellington. "É gratificante receber essa confiança pelo meu trabalho", elogia.
Teatro
Mesmo com a atenção voltada para o novo personagem, Ricky divide o tempo entre as gravações da novela e os ensaios da peça "Apaixonados". Para ele, trabalhar simultaneamente em duas linguagens só o acrescenta como ator. "Fico curioso, querendo aprender tudo o que vem pela frente", revela.


