Espetáculos valem bis
ESPETÁCULOS
VALEM BIS
O Filo vive um dia de
reapresentações com grupos da
Colômbia, Argentina e Brasil
Jackeline Seglin
Paulo WolfgangZécarlos Machado em Corpo a Corpo: personagem
transita entre a militância política e a promoção no emprego A programação do Festival Internacional de Londrina (Filo) de hoje será marcada por reapresentações. Às 18 horas, o grupo colombiano Palo QSea vai mostrar o show Concierto, desta vez na Concha Acústica. O público vai conferir o ritmo animado deste grupo, que se apresentou no sábado no Cabaré.
Com uma performance alegre e contagiante, os integrantes do Palo QSea tocam e cantam pela platéia e fazem uma intervenção com um boneco gigante. Já no palco, os colombianos mostram um pouco de sua música, embalados pelo som de vários instrumentos. A apresentação tem 50 minutos.
Às 21 horas, é a vez do grupo Tapa, de São Paulo, reapresentar o monólogo Corpo a Corpo, com Zécarlos Machado - ator premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). O espetáculo foi encenado pela primeira vez em 1995 e, desde então, Zécarlos vem aprimorando seu trabalho no papel de Vivacqua, um publicitário dos anos 70, ex-militante, que numa noite de muito uísque e cocaína resolve passar sua vida a limpo. Com esta montagem, Zécarlos já fez mais de 200 apresentações.
DivulgaçãoIntegrante do grupo Palo QSea: show hoje na Concha AcústicaVivacqua vive um conflito: ser fiel a seus ideais ou render-se ao sucesso fácil. O espetáculo se passa no apartamento do publicitário, onde um painel gigante de Che Guevara faz lembrar os tempos de militância do personagem. Mas os conflitos e as boas intenções se esvaem com um simples telefonema, que anuncia uma possível promoção.
Corpo a Corpo tem direção de Eduardo Tolentino de Araújo, que está à frente do Tapa há 19 anos. O diretor explica que o texto de Oduvaldo Vianna Filho trata da venda da alma pelo sucesso. Uma venda consciente, pois o personagem sabe onde está se metendo. Para Tolentino, este trabalho tem sido elogiado por onde passa. Viajamos muito pelo Brasil e a receptividade foi boa, comenta.
O Tapa foi criado no Rio de Janeiro em 1974, como grupo amador. Em 79 se profissionalizou e, em 1986, depois de uma turnê em São Paulo, o grupo resolveu se instalar na capital paulista. Hoje, o Tapa tem sede fixa no Teatro da Aliança Francesa.
A última atração da noite são os argentinos do Recuerdos son Recuerdos, que reapresentam no Cabaré, em única sessão, o espetáculo Glórias Porte¤as. A partir das 22 horas, o público poderá revisitar a era dourada do tango, num teatro musical que lembra os velhos clubes de bairro da capital argentina, nos anos 30. Lâmpadas coloridas e velhos microfones compõem o palco do Recuerdos son Recuerdos nesta apresentação que inclui canções, rancheiras, tangos e milongas.
O show argentino, com 90 minutos de duração, é composto pela atriz e cantora Soledad Villamil em parceria com o ator Rafael Solano e os músicos Brian Chambouleyron, Silvio Cattáneo e Carlos Viggiano.
Concierto, show com o grupo colombiano Palo QSea. Hoje, às 18 horas, na Concha Acústica. Corpo a Corpo, com o grupo Tapa, de São Paulo. Às 21 horas, no Cine-Teatro Ouro Verde. Com Zécarlos Machado. Direção: Eduardo Tolentino de Araújo. Participação especial: Einat Falbel/Rosa Grobman (voz de Suely) e Lino Rojas (voz gravada do boliviano). Espetáculo não aconselhável para menores de 14 anos. Glorias Porte¤as, com a Compa¤ía Recuerdos Son Recuerdos. Às 22 horas, no Cabaré. Ingressos a R$ 10,00 (estudantes, idosos e funcionários da Universidade Estadual de Londrina têm 50% de desconto).





