Basta uma olhada na quantidade de atrações disponíveis em Las Vegas para se pensar que a cidade é uma das mais caras do mundo. Considerando os preços dos shows e das jogadas e com o dólar nas alturas, o brasileiro pode desistir da viagem por pensar que tudo é pago por ali. Engano. Para tentar atrair mais jogadores compulsivos, os hotéis-cassinos cobram diárias baixas em temporadas fracas (um casal pode pagar US$ 50 num hotel da Strip) e oferecem várias atrações de graça.
Seguindo pela Strip, elas estão todas lá. As batalhas entre caravelas de piratas ocorrem na frente do Treasure Island (resort que é parte do Mirage). A apresentação, perfeita para as clássicas fotos de férias, ocorre a cada uma hora e meia, a partir das 17h30. Ao lado, no Mirage, o vulcão entra em erupção das 20h à meia-noite. As labaredas caem na fonte de água a cada 15 minutos.
O melhor ângulo para os cliques fica do outro lado da rua, na esquina do Venetian. Nesse hotel, que reproduz os canais da italiana Veneza, o chamariz é o passeio de gôndola, no entanto, este é pago. Quinze minutos saem a US$ 12,50 para adultos e US$ 5 para crianças menores de 12 anos. O consagrado Guggenheim Museum tem uma pequena filial no Venetian entrada a US$ 15 por pessoa.
Mais adiante, outro espetáculo ''for free''. Fontes surgem do grande lago do Bellagio e ''dançam'' com uma trilha sonora que vai do tenor Pavarotti a Sinatra das 15h às 20h, de meia em meia hora, e até meia-noite, a cada 15 minutos. O show ocorre diante da réplica da Torre Eiffel, no resort Paris. O cartão-postal da França ali é um deque de observação, a US$ 9 para adultos e US$ 7 para crianças (de 6 a 12 anos).
Completam as atrações gratuitas ao longo do Las Vegas Boulevard os leões africanos do MGM Grand (das 11h às 22h) e os números circenses do Circus Circus (das 11h à meia-noite, a cada meia hora).
Off-Strip, ou seja, nos arredores, é possível ver uma exposição sobre as showgirls (dançarinas típicas) no Rio-All Suite, o representante brasileiro na linha temática dos hotéis-cassinos. De Brasil ali, porém, somente os nomes dos ambientes. Caso do restaurante São Paulo. A exibição é gratuita, funciona do meio-dia à meia-noite e conta com coleção de fotografias, roupas e móveis.
Em Downtown, centro da cidade, fica outro atrativo de Vegas, também de graça: a Fremont Street Experience. Trata-se de uma sequência de músicas e imagens projetadas no teto sobre a rua, a Fremont. A cobertura serve de tela para desenhos psicodélicos, obviamente coloridos em excesso. São 2,1 milhões de luzes e 540 watts de potência. A Experience dura cerca de 10 minutos e ocorre a cada meia hora, a partir das 19h nos meses de outono e inverno.
O rótulo de cidade 24 horas, em alguns casos, é mais marketing que realidade. Mas não em Las Vegas. Ali sempre há o que fazer. Fora as invenções ''for free'' dos grandes hotéis para chamar a atenção de quem passa, há diversos espetáculos de artistas norte-americanos e estrangeiros nos cassinos, como o grupo canadense Cirque du Soleil.
A oferta de atrações é estonteante. Antes de embarcar, porém, dê uma olhada no site www.vegas freedomegas.com. Tudo para não correr o risco de gastar muito no ingresso de um daqueles shows ''pega-turista'', com dançarinas vestidas como destaques de escola de samba e araras no palco. A não ser que a intenção seja justamente sentir a atmosfera ''over'' de Las Vegas.
Para economizar na hora do jogo, controle-se diante dos caça-níqueis. De US$ 1 em US$ 1, lá se vão US$ 10. Ainda assim, as máquinas são a diversão mais barata uma tentativa na roleta já custa os US$ 10 de cara. E, boa notícia para os bebedores: enquanto estiver jogando em qualquer área dos cassinos, o drinque é por conta da casa.

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