ESPETÁCULO - A fantasia traduzida em movimentos
Os sonhos são molduras sem espelho em que a realidade pode ser do jeito que desejamos. Para o Cirque du Soleil, a maior companhia circense do mundo, essa é a mágica para criar o reino Alegría, espetáculo que estréia dia 14 de setembro, em Curitiba, a segunda turnê nacional por seis capitais. Ao quebrar esse espelho na frente do público brasileiro, estimado em mais de 600 mil pessoas, que devem lotar a tenda itinerante montada, além de Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, Alegría deixará escapar personagens fantásticos e que se tornaram a luz do circo do sol e que outros grupos no mundo perseguem. Dirigido pelo italiano Franco Dragone, Alegría é o mais popular espetáculo da trupe. Criado ainda por Gilles Ste-Croix, a trilha sonora translúcida de René Dupéré para Alegría permite enxergar toda a magia, que liberta não só o espírito circense, mas do teatro, da dança, ginástica e até do cinema, que dão vida aos números do Soleil. Este é o segundo espetáculo da companhia a desembarcar no Brasil. O primeiro foi Saltimbanco, em 2006, apresentado apenas no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Circo, em francês. Alguns estudiosos afirmam que o circo surgiu na Grécia Antiga e no Império Egípcio, onde já havia animais domados. As Olimpíadas, que começaram por volta do século 8 a.C. (antes de Cristo), contavam com números circenses. Mas há quem diga que as práticas circenses se originaram na China, onde foram encontradas pinturas de quase 5000 anos em que aparecem acrobatas, equilibristas e contorcionistas. Os guerreiros utilizavam a acrobacia como uma forma de treinamento.
Na verdade, a origem do espelho não é exata. Sabe-se que está atrelada à descoberta do vidro, que, segundo Plínio (23-79 d.C.), ocorreu primeiramente entre os fenícios. Achados arqueológicos, entretanto, revelam contas de vidro manufaturadas, fabricadas pelos egípcios antes mesmo de 3000 a.C., na transição da idade do cobre para a do bronze. Acredita-se que os egípcios já dominavam a técnica de soprar o vidro por volta de 1400 a.C., a partir da 18ªdinastia.
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