São Paulo - Adaptar clássicos da literatura para o cinema é prática cada vez mais comum em Hollywood. Estreia amanhã um dos filmes mais esperados do gênero: ''Espelho, Espelho Meu'', adaptação da fábula ''Branca de Neve'', que traz Julia Roberts interpretando a primeira grande vilã de seus 25 anos de carreira.
Branca de Neve (Lily Collins) é uma inocente princesa que, após a morte do pai (Sean Bean), é trancada no castelo real. Ao completar 18 anos, ela resolve conhecer o reino que deveria ter herdado e se escandaliza com o que encontra: uma vila cinzenta, onde o povo passa fome para sustentar as festas da Rainha (Julia Roberts).
Ela, então, enfrenta a madrasta, que, como a original, manda matar a enteada - a mais bela mulher do mundo. É a partir daí que a história muda: em vez de encontrar anões trabalhadores, Branca de Neve vai morar com sete pequeninos ladrões, que acabam ajudando-a a recuperar o reino, a conquistar o amor do príncipe Alcott (Armie Hammer), enfeitiçado pela vilã, e até a desvendar a verdadeira história sobre a morte de seu pai.
A direção é do indiano Tarsem Singh, que já assinou a superprodução ''Imortais'' (2011). E assim como em seu filme anterior, ''Espelho, Espelho Meu'' tem cenários grandiosos, mas não consegue abraçar todos os públicos. Acaba sendo um filme infantil, com piadas fracas e personagens caricatos, que não devem agradar aos adultos. Exceção para a madrasta má, claro. Ver Julia na pele da rainha comicamente louca e má é o que mais vale no filme.

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