Fiambalà, Argentina - A apenas 14 quilômetros de Fiambalà, em meio à neve das montanhas, o visitante encontra uma fonte de água quente para espantar o friozinho da região. A 1.750 metros de altitude, diante de uma visão panorâmica da cidade, ficam as termas de águas vulcânicas. O local é formado por 14 piscinas de pedras, construídas para reter a água que brota das nascentes.
A entrada custa 6 pesos ou US$ 3 (R$ 5,79). Depois, é só encontrar uma dose extra de coragem para trocar o agasalho pela roupa de banho. Os desprevenidos podem alugar um roupão por lá mesmo, por 5 pesos (R$ 3,12). A graça é passar de uma piscina à outra, distribuídas em forma de degraus, e sentir a variação da temperatura dos banhos quentes - de 48 a 18 graus, à medida que se desce.
As águas vulcânicas têm um odor peculiar de enxofre, mas nada muito forte. Ricas também em outros minerais, como sílica, bicarbonato e sódio, elas têm propriedades medicinais. São recomendadas em tratamentos de artrite, estresse, osteoporose, reumatismo, alergias e sinusite, pois ajudam na circulação e são cicatrizantes. Com essas características associadas à tranquilidade da montanha, as termas são muito visitadas por pessoas da terceira idade, mas agradam a qualquer faixa etária.
Atualmente, o local passa por reformas para melhorar a infra-estrutura turística - já existem banheiros e uma lanchonete. O projeto prevê a construção de um restaurante e de cinco cabanas para os visitantes pernoitarem, que devem ficar prontos ainda neste ano.
Segundo os moradores de Fiambalà, há cerca de cinco anos uma forte tempestade fez várias pedras rolarem montanha abaixo e praticamente destruiu as piscinas, que foram reconstruídas no ano seguinte. Relaxado pelo banho, é fácil esquecer da vida, mas é importante manter certa atenção: a recomendação é não ficar imerso por mais de 20 minutos seguidos. O jeito é sair rapidinho vestir o roupão e esperar um pouco antes do novo mergulho. Difícil mesmo é sair definitivamente das piscinas para continuar o passeio pela região.
Corpos mumificados - De volta à cidade, é possível conhecer um pouco da história. Fiambalà foi fundada em 1702 por Diego Frites de Carrizo mas, antes disso, o povo indígena Diagitas já havia chegado à região. As marcas dessa passagem estão por toda parte, até mesmo no caminho para Fiambalà. A história está contada no Museo Del Hombre, pequeno, mas competente. Suas salas guardam uma coleção de peças arqueológicas e objetos de cerâmica, além de dois corpos mumificados - de um homem e de uma mulher -, principais atrações do local.
Hospedagem - Não espere encontrar hotéis cinco-estrelas em Fiambalà. A Hospedaria Municipal é o principal meio de hospedagem. A capacidade é para cerca de 100 pessoas e o ambiente é simples, mas confortável. Todos os quartos contam com aquecimento e televisão. Também há um restaurante do lado de fora.
Para passear, mais incursões ao mundo dos vinhos. A bodega Don Diego é uma boa opção.
Monte Pissis - Ao contrário do Aconcágua, na província de Mendoza, o Monte Pissis, em Catamarca, é pouco explorado pelos montanhistas. O acesso para o terceiro maior pico da América e o vulcão inativo mais alto do mundo, com 6.795 metros de altitude (197 metros menor que o Aconcágua), é feito apenas por um caminho, a estrada de La Coipa.
Aberto pelos primeiros mineradores que chegaram à região, o caminho de terra tem de ser percorrido em veículos com tração nas quatro rodas até o ponto em que o montanhista segue a pé. O monte, situado no lado argentino do Deserto do Atacama, é extremamente seco e retém neve apenas no cume - e durante o inverno. Escaladas? Só com muita preparação.
Segundo dados da Secretaria de Turismo da Província, apenas 300 pessoas visitaram a região e chegaram à base da montanha de março a outubro de 2006. O número dos que conseguiram fazer a escalada ninguém sabe ao certo - mas são bem poucos.
A secretaria também considera o monte o segundo mais alto das Américas, com base em estudos feitos em 1994, que apontavam que o Pissis tinha 6.882 metros, maior que a montanha Ojos Del Salado, que pertence ao Chile e fica a 6.864 metros do nível do mar. Mas dados da Missão Topográfica Radar Shuttle nunca confirmaram essa medição.
Mesmo assim, encarar 6.795 metros de escalada não é para qualquer um. O conselho aos aventureiros é pedir autorização no escritório da Secretaria de Turismo, na cidade de Fiambalà, antes de qualquer preparativo. Outra recomendação é subir parte da montanha e acampar abaixo dos 4 mil metros por três dias, até que o organismo se acostume com ar rarefeito. O chá de coca ajuda a reduzir os sintomas da altitude, mas não faz milagres.
Segurança - A estrutura para resgatar montanhistas em perigo ainda é precária. A 4.100 metros e a 20 quilômetros da fronteira com o Chile, há a barreira alfandegária argentina, com ambulância e alojamento de emergência para quem quer se preparar para a escalada. O viajante paga 10 pesos por noite. Antes disso, há refúgios a cada 20 quilômetros. No Aconcágua, há um plano de assistência e resgate, com apoio de helicópteros. (C.R./Agência Estado)

SERVIÇO
- Passagem aérea
Para chegar a San Fernando del Valle de Catamarca vá até Buenos Aires. A rota SP-Buenos Aires-SP custa a partir de US$ 227 na Aerolíneas Argentinas (11-2175-4200), US$ 264 na Gol (0300-115- 2121), US$ 265 na British Airways (4004-4440), na Lan (0800-761-0056) e na Varig (4003-7000), US$ 277 na Lufthansa (11-3048-5800) e US$ 528 na TAM (4002-5700). De lá, pegue um vôo da Aerolíneas para o aeroporto de San Fernando. O trecho de ida e volta da capital argentina até Catamarca custa a partir de US$ 298. Já as passagens ida e volta de SP, com conexão em Buenos Aires, para Catamarca custam a partir de US$ 445.

- Pacote
Claudia Lopez Turismo - Tel.: (11-3812-1256) - www.claudialopezturismo com. A operadora é a representante oficial da província no Brasil. O roteiro inclui passagem aérea, cinco noites em Tinogasta, duas em Buenos Aires, café da manhã, passeios, traslados e seguro viagem. O pacote custa a partir de US$ 1.174 por pessoa em quarto duplo.

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