O promotor de turismo da Espanha, Yñaki Garmendia, diz que a violência e o terrorismo não começaram em Nova Iorque, nos Estados Unidos, no último dia 11 de setembro. A única diferença é que as consequências foram rápidas e atingiram um componente universal, trazendo pânico mundial. O transporte aéreo foi imediatamente afetado, tendo queda de movimento e forçando demissões em massa. ''Hoje não apenas os norte-americanos, mas toda a atividade turística sofre as consequências deste problema. Na Europa, o reflexo foi imediato. O movimento de turistas caiu 30%. Até porque grande parte do turismo era composta por norte-americanos'', explica.
Garmendia não acredita em fórmulas mágicas para acabar com a atividade terrorista. Para ele, o setor turístico precisa procurar alternativas para conviver com o problema. ''Primeiro precisamos nos libertar de tragédias ocorridas no passado ou em mercados externos'', orienta. Na Espanha, por exemplo, rotineiros ataques terroristas de grupos extremistas afetam a região Norte do País. No entanto, a população se acostumou com o problema e convive bem com a situação regionalizada. ''Procuramos uma alternativa e a alternativa foi o turismo de negócios. Os empresários gostam de investir na Espanha, na Inglaterra e na Alemanha. O turismo acontece em maior escala nas cidades de Madri e Barcelona'', argumenta.
As cifras turísticas da Espanha são grandes. Atualmente, a Espanha recebe por ano cerca de 42 milhões de turistas de todo o mundo. Principalmente europeus. ''Não existem psicoses porque os países estão todos interligados. Eles se conhecem profundamente. Quem mais vem para cá é o turista em busca de negócios e de países da Comunidade Européia'', analisa. (L.P.)

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