Moradora de Cambé, a artista plástica Talita Xavier foi uma das selecionadas para participar da exposição comemorativa da exposição comemorativa aos 20 anos do Museu de Arte de Londrina. "Foi uma grande emoção ver meus trabalhadas expostos em um local tão importante para nossa cidade. Até mesmo porque a gente sofre com a falta de espaços com este fim", critica.
Na avaliação dela, deveria haver mais espaços reservados para a exposição de obras de artistas locais e da região. "Atualmente, além do museu contamos apenas com a Casa de Cultura da UEL, a Casa de Cultura José Gonzaga Vieira alguns espaços alternativos. Acho de deveria haver mais opções, ainda mais se levarmos em conta o tamanho de Londrina", queixa-se a artista plástica de 26 anos, que se formou em artes visuais no ano passado e há cinco anos produz e expõe seus trabalhos na cidade.
Alguns empresários têm aberto espaço para os artistas em seus estabelecimentos. O Espaço Cultural Ceddo é um desses exemplos. "Nossas salas de espera recebem exposições mensais desde o ano 2000. Além de oferecermos um local para divulgação de artistas plásticos, damos aos nossos pacientes e a toda população londrinense a oportunidade de apreciar belas obras artísticas enquanto aguardam atendimento no Centro de Radiologia e Documentação Odontológica", argumenta Yone Kotinda, coordenadora do espaço.
O local, que já abrigou 142 exposições, atualmente expõe obras do artista plástico Euzébio Denner. "Ele é um retratista fantástico que mora em São Martinho, um pequeno distrito rural de Rolândia. A primeira exposição dele aconteceu aqui há quatro anos. Abrimos espaços para artistas que estão em diversos estágios de maturidade artística, de principiantes aos mais experientes. Nosso único critério de seleção é que as obras sejam belas", afirma Yone.
O artista plástico e botânico Cláudio Muller é outro que usufrui dos espaços alternativos que abrigam exposições na cidade. "Já fiz várias exposições no Espaço Cultural Ceddo e atualmente estou expondo minhas obras no Espaço Cultural Jasmim. Produzo quadros de arte abstrata desde 1997 e sempre preferi expô-los em espaços alternativos. A gente tem que garimpar esses espaços para poder levar a arte até o cotidiano das pessoas. A cidade é carente de locais que abriguem arte e cabe a nós artistas enfrentar esse desafio para divulgar nossos trabalhos", ressalta. (M.R.)

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