Uma parceria entre a Folha de Londrina e o Fotoclube de Londrina vai retomar uma iniciativa editorial interrompida há mais de duas décadas. A partir desse mês, esse caderno vai trazer uma página mensal assinada pela entidade reunindo fotografias de seus associados e textos informativos sobre a prática fotográfica. A cada vez, um tema diferente vai pautar as imagens.
''É um espaço importante que vai divulgar o clube e incentivar os leitores a fotografar, aprender mais sobre fotografia e, quem sabe, fazê-los frequentar nossas reuniões'', diz Rui Cabral, presidente do fotoclube. Ele lembra que um projeto semelhante marcou época entre as décadas de 70 e 80.''A entidade manteve uma página na Folha que era muito comentada'', assinala.
O Fotoclube completa 37 anos de atividades ininterruptas no próximo mês. ''Conheço associações mais antigas que pararam e retornaram algumas vezes. Nós nunca paramos. Durante todo esse tempo, representamos Londrina nacional e internacionalmente participando de concurso, salões e bienais'', enfatiza ele.
O clube foi anfitrião de três bienais nacionais de fotografia em Londrina. Atualmente conta com 20 associados, além de 10 participantes esporádios que pagam uma taxa simbólica de R$ 10 para manuntenção da sede, localizada ao lado do Circo Funcart, às margens do Lago Igapó 1. As reuniões ocorrem aos sábados, das 16 às 18 horas. Lá se trocam idéias, organizam-se palestras, realizam-se cursos e concursos internos.
''Há uns 5 ou 6 anos, o fotoclubismo de fotografia estava em declínio. De acordo com a Associação Brasileira de Fotografia, havia 15 fotoclubes em atividade. Hoje, graças ao boom da câmera digital, temos mais de 50 entidades do gênero. Segundo as estatísticas, estão abrindo 1 fotoclube por mês no País'', assinala o profissional.
Cabral recorda que, há três anos, os fotógrafos mais veteranos ainda resistiam aos recursos digitais preferindo usar câmeras analógicas. ''Na época, o resultado da imagem não era boa. Hoje a qualidade do digital está igual ao negativo. Antes, você tinha que esperar a revelação e a ampliação. Hoje você vê na hora e pode tirar de novo se a imagem não ficou boa. Antes, você colocava um filme de 36 fotos na máquina. Hoje, você põe um cartão para tirar 400 fotos. Tudo ficou mais prático, rápido e econômico'', diz.
Uma pequena amostra do acervo do Fotoclube pode ser visitada em horário comercial no Espaço Fotográfico Eurocenter (Av. Higienópolis, 1.601), que abriga uma exposição permanente renovada a cada 30 dias. Na próxima semana, entra em cartaz uma série de trabalhos de Manoel Lopes Damazio, morto no ano passado aos 83 anos.
''Ele foi um dos fundadores do clube e se manteve atuante até seus últimos dias de vida. A idéia é prestar-lhe uma homenagem'', salienta Cabral. A homenagem vai se estender à página de estréia do Fotoclube na FOLHA, que traz alguns dos muitos trabalhos assinados pelo fotógrafo.
A partir do mês que vem, a página do Fotoclube vai incluir sempre uma matéria de serviço, com dicas úteis para quem curte fotografia e quer aprender mais sobre o assunto.

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