Espaço nasce sob o signo da incerteza
Curitiba - Sobre tudo que foi dito sobre o Novo Museu até agora pairam incertezas. A grandeza da obra é inegável. Indiscutível também é que há muito se fala em como uma cidade que vende uma imagem de primeiro mundo não tivesse até agora um local digno para mostrar sua arte e para dar espaço a exposições vindas de outros estados e países.
Mas a incerteza é mais profunda. Como o Novo Museu está sendo uma espécie de cartada final do governador Jaime Lerner, já que ele deixa o governo dentro de menos de dois meses, as perguntas quanto ao futuro da instituição estão bem claras na cabeça de gente que se preocupa com as artes no Estado.
Talvez seja por isso que a própria Secretaria da Cultura não tenha informações exatas sobre acervos e exposições que serão feitas lá e sobre como vai ser explorado o Novo Museu. ''Esperamos que o destino para esta obra seja compatível com sua grandiosidade, mas não temos controle sobre isso'', desabafa Maria Cecília Noronha.
A partir de janeiro novas equipes assumem o comando e ganham a responsabilidade de fazer de uma grande obra um espaço de utilidade para as artes, arquitetura e designer do Estado.
Para o artista plástico Celso Coppio, o nascimento de um espaço tão grandioso fomenta esperança e otimismo em sua classe. ''Fico muito contente em ver o museu sendo inaugurado. Falo por mim e tenho certeza que os outros artistas também estão muito empolgados. É um espaço que pode servir para mostrarmos ao público paranaense nosso trabalho.'' Coppio mora há quase 20 anos no Estado e tem grande aceitação no mercado das artes local. Professor de pintura e incentivador de novos talentos, ele vê a possibilidade de ter um reconhecimento maior para seu trabalho no Estado. (A.C.G.)





