Um espaço multicultural será inaugurado amanhã em Londrina com a proposta de abrigar atividades diversas ligadas a quadrinhos, música, teatro e artes visuais.
Instalado no mesmo endereço da desativada Casa do Hip Hop, na Avenida Jorge Casone, o local foi batizado com o nome de seu idealizador: Centro Cultural Eloyr Pacheco.
''É um coroamento de minha trajetória de 20 anos atuando na cidade na área de quadrinhos'', diz Pacheco, acrescentando que o empreendimento é um projeto de família, já que seu filho, Matheus, cuidará do bar e da agenda de shows e festas.
Amanhã, uma festa ''fechada'' apresenta a casa para amigos e convidados. O público em geral será recebido na sexta e no sábado, quando o Centro passa a funcionar a todo vapor com discotecagens à noite. Uma ampla sala vai abrigar, na entrada, uma quadrinhoteca com todo o acervo da revistaria Odisséia, da qual Pacheco foi sócio.
Ao lado, um corredor servirá como galeria de exposições para trabalhos nas diversas linguagens das artes visuais. O primeiro andar sediará as atividades da Associação de Quadrinhistas de Londrina incluindo reuniões, projetos de criação coletiva e oficinas de HQs. O bar, nos fundos, contará com um teatro de bolso e programação de quinta a sábado.
Às quintas, será dedicado ao happy hour dos aficionados em quadrinhos. Às sextas e sábados, seu palco será tomado por bandas de rock, DJs e grupos de teatro. Uma vez por mês, contará com um evento de hip hop, como uma forma de manter uma ligação com as atividades desenvolvidas anteriormente no local. Já está agendado para o próximo dia 23 (domingo) uma tarde para apresentações de free step e c.walk, dois estilos de dança de rua.
O projeto ''Rock Nova Cena'', voltado para bandas novatas e para o público sub-17, também contará com edições mensais no novo espaço. ''Tentaremos trazer pelo menos uma banda e um DJ de fora por mês'', avisa Matheus. Entre as bandas e artistas cogitadas estão Marina Ribatski (ex-vocalista do grupo curitibano Bonde do Rolê), Porcas Borboletas, Mombojó, Cascadura e Móveis Coloniais de Acaju.
Já a lista de DJs a ser contactados é encabeçada por Gabriel Boizinho, baterista da banda gaúcha Cachorro Grande que tem incursionado pelas pickups. Matheus é conhecido no circuito de festas de música eletrônica de Londrina. Usa o codinome DJ Merp para animar as pistas. Como produtor, idealizou a festa ''Party Monster'' e já trouxe nomes como MC Gi, André Pomba e Daniel Peixoto (da banda Montage).
Na sexta-feira de inauguração, ele vai tocar na festa ''Room on Fire'' ao lado de Bruna D, Jorge Ilkiu e Karen Iá Iá. Para o sábado, agendou a festa ''Barbada'' com exposição da revista Taturana (editada pela produtora de cinema e video Kinoarte) e discotecagens de Thiago Terror, Bruno Gehring e Ed Groove.
Matheus lembra que o palco também receberá grupos de teatro. ''A intenção é abrir espaço para alunos do curso de Artes Cênicas da UEL. Já ouvi de alguns a reclamação de que faltam espaços alternativos para se apresentar na cidade'', diz. O bar recebeu o nome de Garagem Hermética. Todos os ambientes do Centro Cultural, aliás, receberam nomes.
''Decidi homenagear pessoas que foram importantes para minha formação. Daí batizei a revistaria de quadrinhoteca Álvaro de Moya, a sala da associação de quadrinhistas de Espaço Arte Sérgio Russo e a galeria de Sala de Exposições Paulo Menten'', explica Pacheco. ''A proposta é que os ambientes sejam autônomos, mantendo inclusive atividades simultâneas, mas sempre com a ideia de convergência, cruzamento e troca de experiências entre eles'', assinala.
Diferentemente da maioria dos espaços culturais surgidos nos últimos anos em Londrina, o Centro Cultural nasce como uma iniciativa privada, sem amparo de leis de incentivo ou verbas públicas.
Serviço:
Abertura do Centro Cultural Eloyr Pacheco
Quando: amanhã (para convidados) e sexta para o público em geral
Onde: Avenida Jorge Casone, 2242, Centro
Informações: (43) 9131-6456

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