Ainda é mês de junho e o amor está no ar. E o amor é assunto a ser tratado também na escola. Sim, por que não? Afinal, vivemos em um mundo consumista onde até as relações são descartáveis, observa a coordenadora do Ensino Médio do Colégio Universitário, Rosa Maria Cardoso. E o resgate do amor universal, das relações humanas e da valorização do outro também deve atingir a área da educação.
Levantando a bandeira do amor, o colégio resolveu realizar, na última terça-feira, um sarau. A ideia partiu da discussão, nas salas de aula do Ensino Médio, da expressão deste sentimento em épocas distintas.
Os saraus eram eventos sociais do século XIX que podiam ser encontrados das salas mais modestas aos salões imperiais, afirma a professora de Arte e Literatura, Sandra Arcuri. ''Era uma atividade de lazer, que tinha, por vezes, não só conversas triviais, mas também sobre cultura, economia, política e, o que era o ponto-chave, declamação de poemas e modinhas.''
Eram ocasiões de convivência entre rapazes e moças que, além de mostrarem seus talentos e prendas, tinham a oportunidade de dar até início a um relacionamento amoroso. ''Mas, aqui, a intenção é, antes do namoro, a manutenção do amor universal, que foi rompido com a banalização dos relacionamentos'', explica Sandra.
A partir desta temática, os alunos do Ensino Médio foram desafiados a se expressarem artisticamente no sarau do colégio, adaptado a uma linguagem mais próxima do adolescente de hoje. Foram 14 apresentações musicais com músicas do gosto dos alunos, que foi desde o rock até o sertanejo. Havia quem, no entanto, interpretasse Vinícius de Moraes e Chico Buarque.
O ambiente de um sarau é um ambiente intimista. No Universitário, o evento tomou o pátio da escola, mas ninguém ficou de fora. Enquanto alguns alunos se apresentavam, outros aproveitavam o momento para se relacionar em clima de confraternização.

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