Desde o incêndio do Cine-Teatro Universitário Ouro Verde, no dia 12 de fevereiro, a comunidade artística de Londrina tem discutido em encontros informais e em redes sociais um projeto de reconstrução para aquele espaço cultural que completará 60 anos de história em dezembro.
  Há quem defenda o resgate do funcionamento do cinema, que foi desativado no início do anos 2000. Há quem prefira priorizar apresentações teatrais. E há aqueles que projetam um espaço multi-uso. O diretor da companhia teatral Casa das Fases, João Henrique Bernardi, assinala que a UEL (administradora do Ouro Verde) ‘‘já conta com o Cine Com-Tour’’, não havendo a necessidade de uma outra sala de exibição. ‘‘O que falta é um teatro, mas um teatro com coxia e com todos os mecanismos de um teatro decente que esteja de acordo com os melhores padrões de uma caixa cênica moderna’’, salienta.
  Autora de dois livros sobre a arquitetura em Londrina, Juliana Suzuki defende a recuperação das características originais da obra projetada por Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi na década de 50. ‘‘Isso pressupõe que o cinema fosse mantido’’, diz. ‘‘Mas não vejo problema em se manter o binômio cinema-teatro. É uma tendência dos espaços culturais contemporâneos que eles tenham a capacidade de abrigar múltiplas funções. O processo de reconstrução é uma tarefa complexa que deve mediar o respeito às características originais, mas também introduzir melhorias para otimizar seu funcionamento como teatro’’, sublinha.

● Inaugurado em 24 de dezembro de 1952, por iniciativa privada, espaço foi transferido para a UEL e transformado em cine-teatro em 1978

● Entre as originalidades do Ouro Verde, estão as rampas atapetadas, pisos de granito e mármore carrara, cortinas de veludo italiano e aplicações decorativas curvilíneas

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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