Espaço abriga projetos importantes
O Arquivo Cultural de Londrina foi inaugurado em setembro do ano passado numa iniciativa da Associação Cultural do Banestado e da Associação dos Artistas Plásticos de Londrina. Os custos eram bancados pelo Banestado, que pagava aluguel, luz, água e telefone, e pela Associação Cultural do Banestado, responsável pelo salário das cinco pessoas que trabalhavam no local. Precisávamos de bibliotecária, entre outras pessoas, para agilizar o serviço. Isto estava no projeto apresentado à Lei de Incentivo à Cultura, mas não foi aprovado, afirma Iara Strobel.
Durante seus poucos meses de existência, o arquivo desenvolveu várias atividades entre apresentações musicais, oficinas, exposições. Eram Chás da Memória que reuniam pioneiros, que enquanto tomavam chá identificavam lugares e pessoas de Londrina em um vídeo de Hikoma Udihara - vendedor da Companhia de Terras Norte do Paraná.
Estes encontros, segundo a artista plástica, eram muito importantes no resgate da informação e da memória de Londrina e para os próprios pioneiros. Para este ano estavam previstos vários projetos: o resgate da memória do brinquedo, exposições de diversos segmentos culturais - artes plásticas, fotografias, história do rádio - implantação definitiva de uma audioteca e de um cadastro dos produtores culturais de Londrina.
São projetos que já estavam comprometidos por não terem sido aprovados pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura. A idéia era oferecer para Londrina um local com material para pesquisa através de documentos originais e informações via computador, trabalhando um conceito amplo de arquivo cultural. Idéia que pode morrer se a comunidade de Londrina não abraçá-la. (E.P.).





