''Sou peruana do Brasil ou brasileira do Peru?'', indaga a escritora que se autodeclara palavreira de nascimento. Gloria Kirinus, autora de ''A Formigarra e a Cigamiga'', citada na contação da praça, dedica sua carreira a aproximar o universo literário da vida prática de adultos e crianças.
No rol de títulos bilíngues, seguem: Te conto que me contaram (Te cuento que me contaron); Tartalira (Tortulira) e Quando as Montanhas Conversam (Quando los Cerros Conversan). De acordo com o que a autora revelou em seu site, o trabalho é dobrado, pois escreve em verso e prosa, de dia e de noite, no quente e no frio, e, claro, em português e também em espanhol.
''Quando menina, lá no Peru, ficava na ponta dos pés para espiar do outro lado das montanhas. Agora, morando deste lado da fronteira, tento espiar o que acontece nos países vizinhos'', declarou.
Peruana, mas radicada no Brasil há muitos anos, Gloria é doutora em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP e mestra em Literatura Brasileira pela PUC-RJ. Sua sensibilidade poética transparece em obras como em ''Quando Chove a Cântaros'', também em espanhol, cuja essência se transforma em um poema encantador sobre a chuva: se ela, por um lado, pode ser um tormento e gerar medo e um transtorno enorme, por outro, lava a alma, abençoa as plantações e faz brotar a esperança nos pequenos e grandes corações. Uma ótima oportunidade de as crianças tomarem contato com uma segunda língua. (L.O.)

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