Rio - Autor de clássicos da literatura nacional como "Viva o Povo Brasileiro" e membro da Academia Brasileira de Letras, o escritor baiano João Ubaldo Ribeiro morreu aos 73 anos ontem, vítima de uma embolia pulmonar, em sua residência no Leblon, zona sul do Rio.
Nascido na ilha de Itaparica (BA) em 23 de janeiro de 1941, Ubaldo formou-se em Direito na Universidade da Bahia, mas jamais exerceu a profissão. Escreveu seu primeiro livro, "Setembro Não Tem Sentido", aos 21 anos. O segundo foi "Sargento Getúlio" (1971), uma de suas obras mais célebres, que lhe deu seu primeiro prêmio Jabuti, em 1972 -o segundo viria por "Viva o Povo Brasileiro". Ubaldo também trabalhou como jornalista no "Jornal da Bahia" e foi colunista de diversos jornais no Brasil e no exterior. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 7 de outubro de 1993, tornando-se o sétimo ocupante da cadeira nº 34, na sucessão de Carlos Castello Branco.
Em 2008, venceu o Prêmio Camões, principal premiação da língua portuguesa.
Pela tradição, membros da Academia Brasileira de Letras são velados na sede da ABL e enterrados no mausoléu da entidade, no cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul da cidade. A data do enterro ainda não foi definida, pois uma das filhas do escritor está vindo da Alemanha para o Rio. Ele era casado com Berenice de Carvalho Batella Ribeiro, com quem teve dois filhos, Bento e Francisca. Tinha outras duas filhas, Emília e Manuela, de um casamento anterior.

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