A inspiração do Castelo do Conde Drácula não veio da Transilvânia, mas da Escócia, onde grande parte da novela foi escrita. Abraham Stoker, o autor do clássico, nasceu em Dublin há 150 anos. O escritor costumava passar férias em Whitby com seu amigo Henry Irving, o ator-empresário que o empregou como gerente de tours. O cenário dramático de Whitby, incluindo as sepulturas dos marinheiros vítimas de tempestades, despertou a fértil imaginação do antigo funcionário público. E também despertou o interesse de Stoker pelos mitos e literatura de vampiros, especialmente no que se refere ao Castelo de Alnwick, do Duque de Northumberland, a 50 quilômetros ao norte da cidade e porto de Newcastle Upon Tyne.
Hoje o castelo é aberto a turistas e possui - além de masmorras sinistras - quadros inestimáveis de Canaletto, Van Dyck e Ticiano. O Castelo de 800 anos de idade já pertenceu a um lorde que acreditava ser um lobo e agia como tal. Quando o seu corpo foi exumado, ele supostamente soltou golfadas de sangue fresco. Os habitantes locais, aterrorizados, reduziram-no a cinzas. E mesmo assim, a lembrança dos seus crimes continua viva. Bem como os ecos das celas de tortura no Castelo de Slains, na Costa Leste da Escócia. Foi construído há 400 anos pelos condes de Erroll sobre penhascos traiçoeiros na Baía de Cruden, próximo a Peterhead.
Remodelado no estilo gótico no século passado, deu a Stoker o seu castelo da Transilvânia; o seu efeito sobre ele foi eletrificante, já que essa medonha fortaleza - agora em ruínas - aparece em vários de seus outros contos.

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