'Escrever na internet é o jeito mais fácil de se chegar aos leitores'
FOLHA2 - Mulher escreve diferente de homem? Existe uma literatura feminina?
Clarah Averbuck- Mulher joga futebol diferente de homem? Eu não acredito em literatura feminina. Acredito em mulheres escrevendo.
Se fosse possível quantificar, o quanto de autobiográfico tem em seus livros?
Não importa. Importa o que está escrito.
Hoje em dia muitos autores começam escrevendo na internet para depois publicar seu primeiro livro. Isso é um dado marcante de sua geração. Que outros elementos caracterizam essa safra de autores, se é que existem características em comum?
Eu também não acredito em geração. O mundo hoje é muito segmentado e eu acredito, tanto na pergunta da literatura feminina quanto nessa da geração, que cada pessoa faz as coisas do seu jeito. A minha geração escreve na internet porque é jeito mais fácil de se chegar aos leitores, não porque é uma tendência.
Fale um pouco sobre o filme ''Nome Próprio'', do Murilo Salles, que foi inspirado em seus livros. Aliás, você sabe quando ele vai estrear no circuito?
Murilo comprou meus livros e adaptou. Leandra Leal faz o papel de Camila muito bem. O filme entra em cartaz no dia 7 de março. Tem um blog mantido por mim e pela Leandra: www.nomepropriofilme.blogspot.com
Seu último livro publicado foi o ''Vida de Gato'', em 2004. Tem algum novo título a caminho de pular da gráfica?
Eu tenho um livro de crônicas pronto, que estou negociando com algumas editoras, chamado ''Cidade Grande no Escuro''. Tenho o ''Nossa Senhora da Pequena Morte'', junto com a Eva Uviedo, que vai ser publicado pela Editora do Bispo em março. (Esse projeto antes se chamava Delírio de Ruína e era com a Rita Wainer, mas eu e Rita resolvemos fazer outra coisa com mais tempo, porque ela está terrivelmente ocupada com desfiles e eu não quis esperar. Mas ainda vai rolar). E tenho o ''Eu Quero Ser Eu'', que foi contemplado pelo Projeto Petrobras Cultural e sai pela Cosac Naify. Creio que no fim de 2008. Tinha mais um, um romance, que abandonei; quem sabe um dia eu volto a ele.
Você chegou a integrar bandas de rock. Continua atuando nessa área?
Eu tive várias bandas. E pretendo continuar tendo. A música pra mim é tão importante quanto a literatura, só é mais difícil de concretizar porque preciso de parceiros. Mas eu tenho alguns novos projetos, ainda embrionários.





