As férias de julho estão aí, e com elas pipocam anúncios de pacotes de viagens. ''Muitas opções costumam ser oferecidas nessas ocasiões. O preço é, em geral, o primeiro item a ser levado em conta pelos turistas. Isso é um risco'', afirma a consultora Kátia Gonzalez, de São Paulo. Segundo ela, para conseguir conquistar os turistas, algumas agências vendem pacotes sempre em vôos charters, oferecem hospedagens de baixa qualidade e não dão nenhuma assistência ao cliente.
Para Kátia, antes de escolher a agência e o pacote, o turista deve verificar quais os serviços estão inclusos e se informar muito bem sobre cada um deles para não ter dor de cabeça na hora do merecido descanso. ''Há casos em que o turista opta por uma 'pousadinha' e não consegue dormir por causa das picadas de formigas ou pernilongos'', alerta a consultora. ''O desafio é conciliar preços acessíveis com roteiros de qualidade.''
E a dor de cabeça pode começar antes mesmo da viagem. ''Existem agências que não se preocupam em instruir o turista quanto a cuidados com documentos, bagagens, roupas e detalhes do embarque. Cuidado com viagens realizadas em vôos charters sem hora exata para a decolagem. Pode-se perder horas nos aeroportos'', afirma Kátia.
Nesses casos, o turista deve reclamar seus direitos. A agência, ou operadora de turismo é co-responsável pelos serviços prestados pelas empresas de transportes, tanto aéreos quanto terrestres (incluindo os traslados), pelos hotéis e todos os demais serviços inclusos no pacote. O turista que se sentir lesado deve procurar a agência em que comprou o pacote e caso não haja acordo deve procurar o Procon ou até mover uma ação judicial.

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