Escolhas de Ouro?
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Rafael Ceribelli <br> Reportagem Local 
Realizada pela primeira vez em 1959, a premiação do Grammy nasceu com o objetivo de premiar anualmente os destaques da música, baseando-se na qualidade técnica e na inovação musical dos selecionados. Hoje, a principal diferença do Gramofone dourado para os outros prêmios americanos, como o American Music Awards - feito por voto popular - e o Billboard Music Awards - decidido pelo número de vendas dos álbuns - é que os ganhadores do Grammy são escolhidos pelos críticos da National Academy of Recording Arts and Sciences (NARAS), e ganham, teoricamente, uma 'aura' que certifica o produto como arte de qualidade, com ou sem aprovação popular. Esse formato elevou o cobiçado gramofone de ouro - carinhosamente chamado de 'Grammy' - a ser reconhecido como o prêmio mais importante da Indústria Musical nos EUA.
A realidade, porém, não é exatamente essa. A forma de votação implementada pela NARAS é, há algum tempo, um grande alvo de críticas por parte de alguns artistas, que acusam a votação da Academia de ser manipulada pelos interesses comercias - isso acontece porque os vencedores não são eleitos em votação direta, e a junta curadora interfere diretamente na premiação.
Um dos fatos que chamaram a atenção para o descontentamento no meio artístico aconteceu na cerimônia de 1996. Após receber pela sua banda o prêmio de 'Melhor Álbum de Rock', o grunge Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam, declarou, em tom confuso. ''Eu não sei o que isso significa. Eu acho que não significa nada. Então, obrigado... eu acho.''
Apesar das polêmicas, o peso histórico e a superexposição dos artistas premiados - principalmente através da transmissão televisionada - elevaram gradualmente a importância do Grammy, que chega na sua 53 edição significando para a indústria da Música o equivalente ao que o 'Oscar' significa para o indústria do Cinema: reconhecimento e sucesso.


