''A Hora do Rush 2'': comédia mostra as peripécias de dupla de policiais trapalhões
A Hora do Rush 2 - Inevitável continuação das peripécias da dupla de policiais Carter e Lee (Chris Tucker e Jackie Chan), agora envolvidos em missão em Hong Kong. Pancadaria estilizada, em coreografias marciais adaptadas a públicos de menor idade. A comédia até que se comporta com razoável pique, apoiada principalmente nos dois personagens trapalhões. ***
Fast Food, Fast Women - Seleção oficial em Cannes-2000, este filme independente é retrato agridoce e irreverente de pessoas solitárias em busca de amor na noite impessoal de Nova York . Ao contrário de bobagens hollywoodianas camufladas como comédias românticas, esta é uma autêntica, realizada pelo israelense Amos Kollek com evidente influência do cinema de John Cassavetes. A interpretação da atriz Anna Thompson é espetáculo à parte. ****
Velozes e Furiosos - Pilotos anabolizados tiram rachas milionários em bólidos importados na noite de Los Angeles. Policial camuflado entra em cena para investigar gang de ladrões de carga. Muito barulho por nada, no vácuo de ''60 Segundos''. *
Coração de Cavaleiro - Na Idade Média, plebeu falsifica título de nobre para participar de circuito de duelos em arenas da Europa. A novidade é um jovial trilha sonora com muito rock. Inteligente sem presunção, sensível sem ser derramado e bem-humorado na medida certa, o filme de Brian Helgeland é boa diversão familiar com direito a pipoca. ***
Pecado Original - No início do século, fazendeiro cubano encomenda noiva pelo correio, quer dizer, por correspondência. Ela chega, mas não bate com a descrição. Mesmo assim rola a paixão, até que a moça desaparece levando um bom dinheiro. Nem a boataria fabricada sobre safadezas nos bastidores entre Antonio Banderas e Angelina Jolie conseguiu empurrar o filme, que se arrasta nas bilheterias americanas. Cheio de reviravoltas e indeciso entre drama romântico e thriller, o filme é muito menos atraente do que entediante. **
Ricos, Bonitos e Infiéis - Parece um filme de Woody Allen, mas com esteróides anabolizantes. Tudo é grande, barulhentto e caro entre os nova-iorquinos desta comédia mais ou menos romântica. E que sofre de falta de sincronia. Os personagens são casais classe média alta e suas inevitáveis variações ditadas pelo título. Atores carismáticos (Warren Beatty, Diane Keaton, Goldie Hawn) não fazem muito para melhorar as coisas. O filme foi realizado há dois anos e meio, passou por muito problemas durante e depois da produção, passando por lento e penoso processo de edição. Talvez explique, mas não justifica. **
O Dom da Premonição - Parece coisa já vista, e de fato é. Cate Blanchett é a dona de casa clarividente que ajuda a polícia a descobrir corpo de mulher assassinada. A roda viva de suspeitos gravita em torno dos fatos. E entre todos o principal é Keannu Reeves. O diretor Sam Raimi tenta evitar a clicheria de sempre dotando os habituais estereótipos com cérebro e sentimentos. Apesar dos esforços, prevalecem as melhores intenções. **
[Retr-Foto:CDS3 Y 8 {Grade: ;Pessoa: ;Evento: ;Lugar: ;Chave: Data: 2/10/2001 }]
Reprodução
''Como Cães e Gatos'': muita ação e humor num filme em que os bichanos são os grandes vilões
Como Cães e Gatos - Os bichanos são vilões e os cachorros os heróis, nesta comédia amável que usa e abusa de efeitos especiais. A guerra é pela posse de fórmula química que vai livrar os cães de qualquer tipo de alergia, tornando-os anda mais atraentes como animais de estimação. O filme não deixa de ser uma provocação contra felinófilos em geral. Há piadas engraçadas, muita ação e o que é melhor, tudo em curta duração. ***
A.I. Inteligência Artificial - Dirigido por Steven Spielberg a partir de uma idéia de Stanley Kubrick, filme é uma triste fantasia futurista que mostra uma família apartada do convívio do filho em coma. Neste vazio, surge a figura de um garoto robotizado e programado para amar, que mais tarde é descartado por se mostrar incomodamente afetivo. Começa aí a aventura de um andróide sentimental, sempre em busca de um mundo que o considere mais do que um amontoado de fios e cabos. PPP
Moulin Rouge - Entretenimento de primeira em sua metade inicial, este musical nada ortodoxo que abriu em maio a competição do Festival de Cannes perde um pouco o fôlego na parte final. Mas ainda assim extravagância dirigida por Baz Luhrmann (''Romeu + Julieta''), livremente inspirada no mito de Orfeu, pode ser desfrutada com interesse e fascínio. Nada a ver, claro, com os clássicos de John Huston ou Jean Renoir sobre o famoso cabaré francês. Nicole Kidman e Ewan McGregor até que estão bem afinados. PPP
''Todo mundo em pânico 2'' - Esta infeliz sequela jamais consegue criar sequências de comédia maluca ou pastelão. O argumento-roteiro, escrito a 14 mãos, não é sátira, não é paródia, não é irreverância e o humor é de atroz grosseria. Os responsáveis por esta inutilidade são de uma mesma família, os quatros irmãos Wayans. Uma quadrilha como se vê. *
O Planeta dos Macacos - Decepcionante revisita do quase sempre interessante Tim Burton a material que serviu de base para um clássico irrepreensível da ficção científica, ''O Planeta dos Macacos'' realizado há 33 anos por Franklin J. Schaffner. O visual sempre inovador, marca registrada de Burton, bate de frente com um roteiro subdramatizado, inflacionado por bobagens sentimentais e tramas paralelas e inconsistentes. Desapareceram a discussão interracial e a crítica ao militarismo fascista do Estado. A ironia final do filme de 68 continua um achado em originalidade e permanente advertência. Já a surpresinha barata de Burton... PP
A Fuga das Galinhas - O melhor presente que o exibidor poderia oferecer para encerrar ano, século e milênio. Animação à moda antiga, com personagens moldados em silicone e látex. Lideradas pela valente Ginger, galinhas tentam fugir de granja para não virar recheio de torta. Bela homenagem às mulheres, à liberdade e a clássicos do cinema, como ''Inferno 17'' e ''Fugindo do Inferno''. Arte e diversão em perfeita harmonia. PPPPP
Shrek - A obrigação de levar as crianças à matinê aqui transformada em deliciosa travessura de adulto - seu filho menor deve gostar do filme bem menos que você. Não há como não encarar o monstrengo verde e ''bom-mau-caráter'' Shrek com certa dose de cumplicidade. Afinal, quem não desejou um dia subverter a ordem natural e bem comportada do reino das fadas, alterando as regras magicamente corretas? Entregue-se sem medo a esta inspirada, hilária e tecnicamente prodigiosa jornada.

mockup