ESCOLHA O FILME - Carlos Eduardo Lourenço Jorge
DivulgaçãoO Tigre e o Dragão:O diretor Ang Lee redesenha a estética dos filmes de artes marciais
O Tigre e o Dragão Artes marciais com neurônios da ponta da espada. Se fazia falta uma evidência mais contundente do talento multifacetado do diretor Ang Lee (Razão e Sensibilidade, Tormenta no Gelo, O Banquete de Casamento, Comer, Beber, Viver), este seu novo filme o confirma não só como diretor em constante evolução como um dos artistas que melhor souberam conjugar e potencializar estéticas, temáticas e sistemas de produção tão diferentes como os de Hollywood e os do cinema asiático.
Na Teia da Aranha O grande Morgan Freeman desperdiçado nesta retomada do personagem Alex Cross, dublê de detetive e psicólogo visto anteriormente em Beijos que Matam. Atormentado pela recente perda de sua parceira de investigações, ele agora tenta por as mãos num professor que rapta a filha de um senador, em Washington. O título, óbvio, se refere às maquinações do criminoso. Filme sem brilho e decepcionante pela assinatura do neo-zelandês Lee Tamahori, tão vigoroso em O Amor e a Fúria.
Profissão de Risco - Cinebiografia de famoso narcotraficante americano, George Jung, que em fins dos anos 70, e com a parceria direta com o czar mundial da droga , Pablo Escolar, chegou a cmandar cerca de 90 por cento do negócio da cocaína nos Estados Unidos. O que se questiona neste filme de Ted Demme é o olhar superficial sobre um tema tão complexo e uma extensa galeria de personagens caricaturais. Quando se pensa em Traffic, este Profissão de Risco fica ainda mais vulnerável.
Rede de Corrupção Dando visíveis mostras de esgotamento físico, o garanhão do aikidô, Steven Seagal, interpreta seu filme de ação mais vulnerável, depois de uma sólida carreira construída nos anos 90. Ele é uma espécie de Serpico, o tira honesto que ajudou a dar fama a Al Pacino nos anos 70. Cercado de corrupção por todos os lados, o personagem de Segal faz o de sempre, só que desta vez menos, e não deixa clichê sobre clichê.
DivulgaçãoAlguém como Você:comédia romântica com roteiro que contém diálogos afiados
Alguém como Você Da interminável série comédia romântica adulta com pretensões cerebrais. Aqui temos a talentosa coordenadora de um talk show televisivo, Jane (Ashley Judd) que, afetivamente desencontrada, é agora adepta da teoria segundo a qual homens são como gado: o touro jamais é fiel a uma única vaca acreditem, a história está toda lá no filme, que originalmente até se chamava Animal Husbandry. Alguns diálogos mais afiados quase conseguem colocar o roteiro no bom caminho. Quase.
O Retorno da Múmia Segunda dose desta história que o cineasta brasileiro Ivan Cardoso chamaria de terrir, um mix de comédia, aventura e terror. Mais do mesmo, e até um pouquinho melhor enquanto diversão absolutamente pipoca das quatro. O público adolescente, em especial, vaise fartar com mais criaturas excêntricas, mais correrias, mais perigos. Brendan Fraser repete o aventureiro que enfrenta maldições diversas, agora para livrar o filho em perigo.
Pearl Harbor Em tempos de George Bush e republicanos no poder, filmes como Pearl Harbor são não apenas ruins enquanto cinema, como arte e até como entretenimento, mas são também ideologicamente incômodos. Sessenta anos depois, reviver a extremada atitude expansionista japonesa não é inventariar o passado, mas forma sutil rearmar o presente.
Snatch Porcos e Diamantes O inglês Guy Ritchie, Mr. Madonna em pessoa, pega o bonde-legado de Quentin Tarantino. Aqui ele repete a fórmula de Jogos , Trapaças e Dois Canos Fumegantes, de 98, e reforça a dose de testosterona, misturando ladrões de diamantes, gangsters americanos, boxeadores, máfias russas, cachorros e granjas de porcos. Humor de porrada e virulência verbal.
Billy Elliot Mais um bom flagrante das diferenças que devem ser respeitadas num meio dominado por estereópicos culturais. O garoto Billy, filho de áspero mineiro em greve, treina boxe mas gosta mesmo é de dançar. Animado pela professora e disposto a enfrentar a família em crise, Billy cresce para seu ideal. Com emoção e humor, o filme do estreante Stephen Daldry renova o gênero da comédia social à inglesa, flertando com sucessos recentes como Ou Tudo ou Nada.
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