ESCOLHA O FILME - Carlos Eduardo Lourenço Jorge
DivulgaçãoAlguém como Você:comédia romântica entrecortada com diálogos afiados
Alguém como Você Da interminável série comédia romântica adulta com pretensões cerebrais. Aqui temos a talentosa coordenadora de um talk show televisivo, Jane (Ashley Judd) que, afetivamente desencontrada, é agora adepta da teoria segundo a qual homens são como gado: o touro jamais é fiel a uma única vaca acreditem, a história está toda lá no filme, que originalmente até se chamava Animal Husbandry. Alguns diálogos mais afiados quase conseguem colocar o roteiro no bom caminho. Quase.
Na Teia da Aranha O grande Morgan Freeman desperdiçado nesta retomada do personagem Alex Cross, dublê de detetive e psicólogo visto anteriormente em Beijos que Matam. Atormentado pela recente perda de sua parceira de investigações, ele agora tenta por as mãos num professor que rapta a filha de um senador, em Washington. O título, óbvio, se refere às maquinações do criminoso. Filme sem brilho e decepcionante pela assinatura do neo-zelandês Lee Tamahori, tão vigoroso em O Amor e a Fúria.
Profissão de Risco - Cinebiografia de famoso narcotraficante americano, George Jung, que em fins dos anos 70, e com a parceria direta com o czar mundial da droga , Pablo Escolar, chegou a cmandar cerca de 90 por cento do negócio da cocaína nos Estados Unidos. O que se questiona neste filme de Ted Demme é o olhar superficial sobre um tema tão complexo e uma extensa galeria de personagens caricaturais. Quando se pensa em Traffic, este Profissão de Risco fica ainda mais vulnerável.
Pão e Rosas Seleção de Cannes-2000, Bred and Roses é uma espécie de ultimo dos moicanos daquela esquerda mais romântica que ainda dá o recado socialista sem ranço, honestamente, didaticamente. Por outro lado, ao comentar com intensa paixão o drama dos clandestinos sobrevivendo das sobras do modelo neo-liberal americano, o inglês Ken Loach transcende o fato isolado e invade com objetividade e também com emoção os novos limites desumanos impostos pela globalização.
Quase Famosos Através deste muito simpático afresco dos anos 70, o diretor Cameron Crowe realizou seu trabalho mais ambicioso e pessoal. Não é para menos: o roteiro, dele mesmo, é autobiográfico e retrata suas experiências como foca-quase-jornalista da revista Rolling Stone. Homenagem crítica e por vezes idealizada do heterogêneo universo do rock há três décadas o argumento é quase todo passado em 73 Almost Famous é sempre sedutor, divertido e quase irresistível.
Rede de Corrupção Dando visíveis mostras de esgotamento físico, o garanhão do aikidô, Steven Seagal, interpreta seu filme de ação mais vulnerável, depois de uma sólida carreira construída nos anos 90. Ele é uma espécie de Serpico, o tira honesto que ajudou a dar fama a Al Pacino nos anos 70. Cercado de corrupção por todos os lados, o personagem de Segal faz o de sempre, só que desta vez menos, e não deixa clichê sobre clichê.
Encontrando Forrester Quem anda devendo coisas melhores é Gus Van Sant (Psicose), um diretor de reconhecido talento autoral como demonstra o estimulante primeiro terço deste filme afinal vitimado por uma sucessão de banalidades que aos poucos vai tomando conta da narrativa. Escritor de um livro só, famoso e recluso, conhece um precoce talento literário e vira especie de mentor. Mas há quem a atrapalhe a ascensão do rapaz. Sean Connery aparece vacilante no papel.
DivulgaçãoO Retorno da Múmia:sequência do filme traz mix de comédia, aventura e terror
O Retorno da Múmia Segunda dose desta história que o cineasta brasileiro Ivan Cardoso chamaria de terrir, um mix de comédia, aventura e terror. Mais do mesmo, e até um pouquinho melhor enquanto diversão absolutamente pipoca das quatro. O público adolescente, em especial, vaise fartar com mais criaturas excêntricas, mais correrias, mais perigos. Brendan Fraser repete o aventureiro que enfrenta maldições diversas, agora para livrar o filho em perigo.
Pearl Harbor Em tempos de George Bush e republicanos no poder, filmes como Pearl Harbor são não apenas ruins enquanto cinema, como arte e até como entretenimento, mas são também ideologicamente incômodos. Sessenta anos depois, reviver a extremada atitude expansionista japonesa não é inventariar o passado, mas forma sutil rearmar o presente.
Amor à Flor da Pele Seleção de Cannes-2000, este In the Mood for Love inclui o diretor Wong Kar-wai entre o escasso e seletíssimo time de poetas genuínos que estão por aí a fazer grande cinema contemporâneo. Ambientada na Hong-Kong do início dos 60, esta é a história de amor romântico sobre um homem e uma mulher que se conhecem casualmente, se seduzem, se desejam, se amam, mas nunca ficarão juntos. Maggie Cheung e Tony Leung, atores-fetiche de Kar-wai, são os perfeitos e irredutíveis intérpretes.
Snatch Porcos e Diamantes O inglês Guy Ritchie, Mr. Madonna em pessoa, pega o bonde-legado de Quentin Tarantino. Aqui ele repete a fórmula de Jogos , Trapaças e Dois Canos Fumegantes, de 98, e reforça a dose de testosterona, misturando ladrões de diamantes, gangsters americanos, boxeadores, máfias russas, cachorros e granjas de porcos. Humor de porrada e virulência verbal.
Billy Elliot Mais um bom flagrante das diferenças que devem ser respeitadas num meio dominado por estereópicos culturais. O garoto Billy, filho de áspero mineiro em greve, treina boxe mas gosta mesmo é de dançar. Animado pela professora e disposto a enfrentar a família em crise, Billy cresce para seu ideal. Com emoção e humor, o filme do estreante Stephen Daldry renova o gênero da comédia social à inglesa, flertando com sucessos recentes como Ou Tudo ou Nada.
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