Miss Simpatia – Bem a propósito o título. Sandra Bullock caiu nas graças do público com papéis simpáticos, ligeiros, típicos de insustentável perfumaria que se desmancha logo ali, na primeira vitrine à saída do cinema. Este seu personagem não é diferente: a agente do FBI infiltrada num concurso de beleza para investigar ameaça de bomba de um terrorista tem a mesma substância rala de ‘‘Velocidade Máxima’’ ou ‘‘A Rede’’ ou ‘‘28 Dias’’. A moça precisa dar uma boa guinada na carreira. Senão... ••
15 Minutos – Mesmo recheado de lugares-comuns e carregado de obviedades, este ‘‘thriller’’ sobre dois psicopatas europeus que barbarizam Nova York brinca com a metalinguagem do cinema, faz referências abusadas e sem muita sutileza ao ‘‘american way of crime’’ e acaba acertando no que não mirou: a televisão sanguinolenta e a capacidade do veículo de banalizar a violência na busca dos tais 15 minutos de fama, como gostava de brincar a sério o precoce multimídia Andy Warhol. Robert De Niro, superexposto e burocrata, é outro que de vez em quando precisa dar um tempo. •••

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