Divulgação‘‘A Fuga das Galinhas ’’:arte e diversão em inteligente animação à moda antiga








A Fuga das Galinhas – O melhor presente que o exibidor poderia oferecer para encerrar ano, século e milênio. Animação à moda antiga, com personagens moldados em silicone e látex. Lideradas pela valente Ginger, galinhas tentam fugir de granja para não virar recheio de torta. Bela homenagem às mulheres, à liberdade e a clássicos do cinema, como ‘‘Inferno 17’’ e ‘‘Fugindo do Inferno’’. Arte e diversão em perfeita harmonia. •••••
Dominação – Exorcistas à solta, o que às vezes é coisa pior que o próprio demônio. Wynona Rider, agora uma sensitiva, vem de um mortal outono em Nova York para combater um provável anti-Cristo rondando a humanidade. O diretor estreante é Januz Kaminski, o mestre da iluminação dos últimos filmes de Spielberg. Como profissional, bem melhor por trás das câmeras. Para liquidar as pretensões de quem pensa estar tratando o tema à altura, vem aí a versão definitiva – com 11 minutos a mais – de ‘‘O Exorcista’’, o clássico que William Friedkin assinou em 71. ••





Divulgação‘‘O Implacável’’:Sylvester Stallone volta com tudo ao mundo das pancadarias em remake pouco inspirado





O Implacável – Refilmagem pouco inspirada de famoso filme inglês de gangster do início dos 70, ‘‘Carter, o Vingador . Sylvester Stalone está de volta à ativa, mas a julgar pelas bilheterias do filme nos Estados Unidos a carreira do velho ‘‘Rocky’’ anda precisando de novo agenciamento. Ele aqui é Jack Carter, um ‘‘coletor’’ de dívidas de volta a Seattle natal para investigar a morte do irmão supostamente morto em acidente. Violência para atender o gosto de platéias pouco exigentes. ••
A Nova Onda do Imperador – Ao lado de ‘‘A Fuga das Galinhas’’, outra animação imperdível. Sem se preocupar com tecnologias sofisticadas, a velha magia Disney recupera o melhor da graça e da espontaneidade de sua galeria de clássicos, nesta história original e muito bem-humorada sobre o megalomaníaco imperador Kuzco, que faz de tudo para recuperar o trono usurpado pelo conselheiro imperial Yzma. ••••
Um Homem de Família – Fantasia adulta em chave natalina. Super corretor de Wall Street, workaholic, solteirão e anestesiado, vive de repente realidade paralela. Um dia acorda em cama de casa de subúrbio, casado, dois filhos e empregado do sogro. O espírito do filme é mais ou menos o do cinema otimista de Frank Capra, idos de 30 e 40, expurgados os excessos de sentimentalismo. •••




Divulgação‘‘102 Dálmatas’’:filme vale somente pelo desempenho de Glenn Close como a malvada Cruella










102 Dálmatas – O filme chega com cara de ‘‘escola, adeus; viva as férias’’. Nesta retomada dos personagens do sucesso de 96, quando havia um dálmata a menos, a vilã Cruella sai das grades aparentemente regenerada e disposta a amar e ajudar cães sem-teto. Mas para alegria geral ela logo volta a perseguir e raptar dálmatas para a confecção de um casaco, agora com a ajuda de outro vilão (Depardieu). O primeiro (o desenho, 66) era melhor que o segundo (‘‘101’’, 96) que era melhor que este. Glenn Close continua valendo o ingresso. ••
Xuxa Popstar e Um Anjo Trapalhão – Os dois filmes, que poderiam passar na tevê como velhos especiais de Natal dos respectivos personagens, oferecem o de sempre, isto é, muito pouco de quase nada. A Globo Filmes deixa bem claro quais suas prioridades para ajudar o cinema brasileiro. •
A Filha da Luz – Cuidado crianças nascidas em 16 de dezembro: há um serial killer à solta matando menininhas com seis anos. O assassino é na verdade um satanista atrás da garotinha certa para os propósitos do Mal. Indigesto coquetel à base de ‘‘Profecia’’, ‘‘Fim dos Dias’’, ‘‘Estigmata’’ e que tais. Kim Bassinger, ultimamente em papéis equivocados, deve despedir com urgência seu agente. Perda de tempo geral, do espectador inclusive.•
O Grinch - Muito popular nos EUA e inteiramente desconhecido do público brasileiro, este Grinch representa o anti-espírito natalino. Nesta história, dirigida pelo sempre edificante Ron Howard, uma menininha tenta fazer a cabeça do estranho personagem verde e peludo, inoculando nele as melhores intenções. O filme atende pelo nome de Jim Carrey, que faz misérias por trás da pesada maquiagem. As cópias dubladas não ajudam muito, mas somente o impressionante trabalho do ator supera qualquer problema e justifica a cotação. •••
As Panteras – Reinventadas pela ótica video-music-fashion-descartável do entretenimento hollywoodiano sub-23, as personagens que fizeram historia nos anos 70 com a série televisiva voltam com novos nomes e novas caras. Praticamente inexiste um roteiro, e a direção de McG (??) serve só como amarração de clipagem eletrônica disfarçada de ação eletrizante. O charme de Farraw, Jacklin e Kate deixa a anos luz Cameron, Drew e Lucy.•
Outono em Nova York – Comédia melo-romântica, uma ‘‘Love Story’’ requentada, com outono mais rigoroso e musica menos insolente. Playboy Richard Gere, cinquentão, se apaixona por Winona Ryder, uma despachada garota de 22 (!?).O problema é que ela está doente e vai morrer. E morre de fato. Não existe química, nem afetiva, nem sexual entre os dois personagens, o que desanda o molho da diretora Joan Chen. Teste rápido de memória: quantos filmes Hollywood já fez com essa mesma receita? ••

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