Reprodução‘‘Show Bar’’:fantasia romântica para teens




Show Bar – De volta aos tempos de ‘‘Flahsdance’’. Várias garotas trabalham no bar ‘‘Coyote Ugly’’. Entre elas, destaque para Violet, aspirante a compositora. A estréia de David McNally na direção é de fato um filme apenas sofrível, para calejados conhecedores de produtos do gênero. Mas acaba agradavelzinho como peça de fantasia romântica para cabecinhas jovens e sonhadoras. As caras novas e bonitas do elenco em breve devem entrar na fila do Oscar, dependendo do potencial de bilheteria a ser conferido nos próximos filmes de cada uma.••
Rocco e Seus Irmãos – Agora quarentão, este clássico de Luchino Visconti não perde a jovialidade. Na história dos cinco irmãos Parondi, transplantados da Sicilia rural e miserável para uma Milão industrializada e próspera, o mais aristocrata dos artistas de esquerda traça um painel social rigoroso e violento, mixando à perfeição Marx, Dostoievsky, drama bíblico e tragédia operística. Soberbo controle de atores, especialmente do então muito jovem Alain Delon. A cópia em exibição no cine Ritz é a original de 1960, com 175 minutos, sem os cortes da versão comercial mutilada que ainda circula.•••••
Fé – Não tão bom quanto o ‘‘Santo Forte’’ de Eduardo Coutinho, mas ainda assim de grande empenho e honestidade antropológica. O documentário de Ricardo Dias busca e encontra um Brasil que transforma a religiosidade na arma – a única, para muitos – para enfrentar os demônios da miséria terceiro-mundista. •••
Revelação – Harrison Ford parece menos à vontade que Michelle Pfeiffer, nesse filme que decola para uma viagem arrepiante mas com um questionável repertório de sustos. Mesmo assim, mantém o clima e ritmo que deixam retesada ao máximo a vigilância do espectador. •••




Divulgação‘‘Feitiço do Coração’’:comédia inofensiva mas cheia de charme








Feitiço do Coração - Comédia inofensiva e com dose certa de charme sobre romance entre viúvo recente e mulher com coração recém-transplantado. Adivinhe de quem é o coração. O grande veterano Carrol O’Connor faz um avô irlandês que vale o ingresso. No fundo, filme para dar mais vida às campanhas de doação de orgãos.•••
South Park - Na linha ‘‘animação para adultos’’, o filme tem defensores. Mas as idéias e o traço são ralos, o que dificulta a entrada em qualquer antologia. Se você tem tevê por assinatura, arrisque uma espiada. A vantagem é que na telinha é só meia-hora.••
Professor Aloprado 2 – A volta do professor Sherman Klump e sua família em mais uma comédia intestinal. E quem já viu, este e o anterior, sabe do que se trata. Humor juvenil e grosseiro. Eddie Murphy repete todos os disfarces, mas os méritos vão para Rick Baker, o mago da maquiagem. •
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Reprodução‘‘Mar em Fúria’’:um mar de clichês proféticos
Mar em Fúria – A tempestade é assombrosa, graças ao departamento digital da Warner. O som e a fúria do mar acabam compensando a inconsistência da dramaturgia. Não faltam clichês proféticos para esta pescaria mal-sucedida.••
Eu, Tu, Eles – O cinema brasileiro tenta recuperar espaço no mercado interno com a história picante e muito bem contada do quarteto amoroso formado por dona Darlene e seus três maridos. Elenco afiado, direção segura do jovem Andrucha Waddington.••••
X-Men – Quem não curte os quadrinhos também pode viajar sem sustos nesta espécie de épico habitado por mutantes magnéticos e telepáticos. Efeitos da escola ‘‘Matrix’’, o que garante (ainda) um olhar espantado. O tema ‘‘mutação genética’’, via genoma, vai perdendo a cerimônia e começa a se instalar no sofá das casas. Mas ‘‘X-Men’’ resiste bem aos novos fatos da ciência. •••
60 Segundos - O que é lamentável neste showroom automobilístico é que o filme, em 117 minutos, não consegue repetir a proeza do trailer eletrizante, que não chega a empolgar. A ‘‘façanha’’ do argumento – um único ladrão roubar 50 carros numa única noite – não deve impressionar muito as estatísticas brasileiras. •
O Patriota – Épico de Roland Emmerich, ambientado em 1776, na Carolina do Sul. Mel Gibson é Benjamin Martin, ex-combatente que se vê obrigado a voltar à guerra ao lado do filho onde lidera um exército destemido contra tropas britânicas. O filme bem que poderia ser batizado como ‘‘A Apologia da América’’. Em duas horas e quarenta de duração, o que não faltam são bons sentimentos, valores heróicos e personagens perfeitos. ••
Cotação• (fraco) •• (razoável) •••• (bom) •••• (ótimo) ••••• (hors concours)

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