ESCOLHA O FILME - Carlos Eduardo Lourenço Jorge
ReproduçãoShow Bar:fantasia romântica para teens
Show Bar De volta aos tempos de Flahsdance. Várias garotas trabalham no bar Coyote Ugly. Entre elas, destaque para Violet, aspirante a compositora. A estréia de David McNally na direção é de fato um filme apenas sofrível, para calejados conhecedores de produtos do gênero. Mas acaba agradavelzinho como peça de fantasia romântica para cabecinhas jovens e sonhadoras. As caras novas e bonitas do elenco em breve devem entrar na fila do Oscar, dependendo do potencial de bilheteria a ser conferido nos próximos filmes de cada uma.
Rocco e Seus Irmãos Agora quarentão, este clássico de Luchino Visconti não perde a jovialidade. Na história dos cinco irmãos Parondi, transplantados da Sicilia rural e miserável para uma Milão industrializada e próspera, o mais aristocrata dos artistas de esquerda traça um painel social rigoroso e violento, mixando à perfeição Marx, Dostoievsky, drama bíblico e tragédia operística. Soberbo controle de atores, especialmente do então muito jovem Alain Delon. A cópia em exibição no cine Ritz é a original de 1960, com 175 minutos, sem os cortes da versão comercial mutilada que ainda circula.
Fé Não tão bom quanto o Santo Forte de Eduardo Coutinho, mas ainda assim de grande empenho e honestidade antropológica. O documentário de Ricardo Dias busca e encontra um Brasil que transforma a religiosidade na arma a única, para muitos para enfrentar os demônios da miséria terceiro-mundista.
Revelação Harrison Ford parece menos à vontade que Michelle Pfeiffer, nesse filme que decola para uma viagem arrepiante mas com um questionável repertório de sustos. Mesmo assim, mantém o clima e ritmo que deixam retesada ao máximo a vigilância do espectador.
DivulgaçãoFeitiço do Coração:comédia inofensiva mas cheia de charme
Feitiço do Coração - Comédia inofensiva e com dose certa de charme sobre romance entre viúvo recente e mulher com coração recém-transplantado. Adivinhe de quem é o coração. O grande veterano Carrol OConnor faz um avô irlandês que vale o ingresso. No fundo, filme para dar mais vida às campanhas de doação de orgãos.
South Park - Na linha animação para adultos, o filme tem defensores. Mas as idéias e o traço são ralos, o que dificulta a entrada em qualquer antologia. Se você tem tevê por assinatura, arrisque uma espiada. A vantagem é que na telinha é só meia-hora.
Professor Aloprado 2 A volta do professor Sherman Klump e sua família em mais uma comédia intestinal. E quem já viu, este e o anterior, sabe do que se trata. Humor juvenil e grosseiro. Eddie Murphy repete todos os disfarces, mas os méritos vão para Rick Baker, o mago da maquiagem.
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ReproduçãoMar em Fúria:um mar de clichês proféticos
Mar em Fúria A tempestade é assombrosa, graças ao departamento digital da Warner. O som e a fúria do mar acabam compensando a inconsistência da dramaturgia. Não faltam clichês proféticos para esta pescaria mal-sucedida.
Eu, Tu, Eles O cinema brasileiro tenta recuperar espaço no mercado interno com a história picante e muito bem contada do quarteto amoroso formado por dona Darlene e seus três maridos. Elenco afiado, direção segura do jovem Andrucha Waddington.
X-Men Quem não curte os quadrinhos também pode viajar sem sustos nesta espécie de épico habitado por mutantes magnéticos e telepáticos. Efeitos da escola Matrix, o que garante (ainda) um olhar espantado. O tema mutação genética, via genoma, vai perdendo a cerimônia e começa a se instalar no sofá das casas. Mas X-Men resiste bem aos novos fatos da ciência.
60 Segundos - O que é lamentável neste showroom automobilístico é que o filme, em 117 minutos, não consegue repetir a proeza do trailer eletrizante, que não chega a empolgar. A façanha do argumento um único ladrão roubar 50 carros numa única noite não deve impressionar muito as estatísticas brasileiras.
O Patriota Épico de Roland Emmerich, ambientado em 1776, na Carolina do Sul. Mel Gibson é Benjamin Martin, ex-combatente que se vê obrigado a voltar à guerra ao lado do filho onde lidera um exército destemido contra tropas britânicas. O filme bem que poderia ser batizado como A Apologia da América. Em duas horas e quarenta de duração, o que não faltam são bons sentimentos, valores heróicos e personagens perfeitos.
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