Divulgação‘‘Gladiador’’:o coliseu como templo de pão e circo







Gladiador - Drama histórico. A volta por cima de Ridley Scott (‘‘Alien’’, ‘‘Telma e Louise’’) , que ultimamente vinha meio em baixa. No tempo dos Césares, uma história de amor, ódio, traição, amizade, sublimação e morte. E sangue, muito sangue em admiráveis sequências de lutas entre gladiadores no Coliseu, templo de pão e circo para os romanos. Belo revival de um gênero que marcou época nos anos 50 e 60. •••
South Park - Na linha ‘‘animação para adultos’’, o filme tem defensores. Mas as idéias e o traço são ralos, o que dificulta a entrada em qualquer antologia. Se você tem tevê por assinatura, arrisque uma espiada. A vantagem é que na telinha é só meia-hora.••
Mar em Fúria – A tempestade é assombrosa, graças ao departamento digital da Warner. O som e a fúria do mar acabam compensando a inconsistência da dramaturgia. Não faltam clichês proféticos para esta pescaria mal-sucedida.••
Segredos em Família – De novo o bom cinema espanhol dá as cartas. Uma comédia surrealista original, um sopro de novidade no desenho das aflições da humanidade. Homem solitário aluga grupo de teatro para ser sua família, no dia do aniversário. O jovem diretor Fernando León de Aranoa vai longe.••••



Divulgação‘‘X-Men’’:direto das HQs para a telona




X-Men – Quem não curte os quadrinhos também pode viajar sem sustos nesta espécie de épico habitado por mutantes magnéticos e telepáticos. Efeitos da escola ‘‘Matrix’’, o que garante (ainda) um olhar espantado. O tema ‘‘mutação genética’’, via genoma, vai perdendo a cerimônia e começa a se instalar no sofá das casas. Mas ‘‘X-Men’’ resiste bem aos novos fatos da ciência. •••
Meu Adorável Sonhador – Comédia romântica com tempero razoável. Um boa vida tenta se acertar com a namorada. Andy Garcia está mais à vontade do que a bela Andie MacDowell. Passatempo que não compromete.•••
Eu, Tu, Eles – O cinema brasileiro tenta recuperar espaço no mercado interno com a história picante e muito bem contada do quarteto amoroso formado por dona Darlene e seus três maridos. Elenco afiado, direção segura do jovem Andrucha Waddington.••••
A Musa – Hollywood já conheceu críticas bem mais inspiradas do que esta de Albert Brooks, diretor de altos e baixos – o filme fica a meio termo. Duas belezas a serem disputadas pelos cinéfilos: a de Sharon Stone, carnal e mundana, flertando com a vulgaridade; e a outra, de Andie MacDowell, luminosa e melancólica. ••
60 Segundos - O que é lamentável neste showroom automobilístico é que o filme, em 117 minutos, não consegue repetir a proeza do trailer eletrizante, que não chega a empolgar. A ‘‘façanha’’ do argumento – um único ladrão roubar 50 carros numa única noite – não deve impressionar muito as estatísticas brasileiras. •
O Patriota –Épico de Roland Emmerich, ambientado em 1776, na Carolina do Sul. Mel Gibson é Benjamin Martin, ex-combatente que se vê obrigado a voltar à guerra ao lado do filho onde lidera um exército destemido contra tropas britânicas. O filme bem que poderia ser batizado como ‘‘A Apologia da América’’. Em duas horas e quarenta de duração, o que não faltam são bons sentimentos, valores heróicos e personagens perfeitos. ••



Divulgação‘‘Buena Vista Social Club’’:lirismo combinado com belas músicas



Buena Vista Social Club – Documentário feito por Wim Wenders que registra apresentação de cantores e compositores da velha guarda cubana – Compay Segundo, Ibrahim Ferrer, Elíades Ochoa, o pianista Rubén Gonzales. Filme foi rodado em Cuba, Holanda e Estados Unidos. Trata-se de um documentário entremeado de humor e lirismo, combinados à perfeição da música. E que música! ••••
Cotação• (fraco) •• (razoável) •••• (bom) •••• (ótimo) ••••• (hors concours)

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