Escolha é criteriosa
As emissoras estão cada vez mais cuidadosas na seleção dos programas a serem exibidos. No Discovery Kids, por exemplo, André Rossi garante que existe um critério rigoroso para definir que programas serão comprados ou co-produzidos. ''Analisamos as propostas a partir de respostas a cerca de 60 perguntas. Entre elas, se contribui para o desenvolvimento social, cognitivo e emocional da criança e se atiça sua curiosidade para que elas aprendam por elas mesmas. São várias preocupações. E sempre 100% livre de violência'', atesta.
Roberto Martha, diretor de produção executiva da Viacom Networks no Brasil, proprietária do Nickelodeon, faz coro. ''Muitos fatores são levados em consideração. Tudo que contém violência, linguagem forte e o que mais possa ser considerado impróprio para crianças não é aceito de maneira nenhuma'', frisa.
Trabalhar o público pré-escolar também pode se reverter em lucro extra para os produtores com os licenciamentos de produtos. Mas essa atividade é, segundo o Kiko Mistrorigo, um dos criadores do ''Peixonauta'', exibido pelo Discovery Kids, ''uma caixinha de surpresas''. Segundo ele, um grande sucesso de público pode ser um fracasso em linhas de produtos e vice-versa. '''Carros' não teve muito sucesso de público, mas faturou bem no licenciamento. Já 'Os Padrinhos Mágicos' passava em cinco canais de tevê e não se saiu bem no licenciamento. Não existe uma regra, é aposta'', explica.





