O encontro dos grupos de Stammtisch já deixou de ser uma atração local para atrair mesmo os visitantes de fora. Não apenas turistas curiosos, como também empresários. Dois dele viajaram de Campinas (SP) para Blumenau querendo ver in loco a tão comentada manifestação popular. O idéia é criar uma promoção semelhante no interior paulista. Mesmo grupos de fora do Vale do Itajaí também pediram um espaço: uma turma de Saudades (oeste de Santa Catarina) encarou uns bons quilômetros de chão para participar do encontro do dia 22.
Há também as polêmicas. Uma delas surgiu para se escolher ''o pai'' do encontro. Na verdade, a idéia já havia sido lançada em 1993, pelo publictário e agitador cultural Horácio Braun. Mas só vingou em 2000, estimulado pelos festejos do sesquicentenário de Blumenau. O médico Luiz Eduardo Caminha, apresentador do programa de TV dos Stammtische local, e o ex-secretário de Turismo do município, Norberto Mette, resolveram apostar no encontro. Pagaram pra ver. A coisa prosperou, e ganhou destaque mesmo a partir do quinto encontro, realizado há um ano. O evento recebeu a visita do repórter Maurício Kubrusly, que lá produziu uma matéria para o quadro Me Leva Brasil, do Fantástico. Agora, a intenção é realizar um encontro a cada estação do ano.
Segundo Horácio Braun, são mais de 1,4 mil confrarias de Stammtisch que reúnem-se em Blumenau. Seus encontros não tem hora para acontecer. ''Existia um Stammtisch em um local que já fechou, o Bar e Cancha do Adolfo, que era frequentado pelo funcionários do primeiro turno da Artex. Saíam do trabalho e iam para lá, onde ficavam das 14 horas às 18 horas. Depois iam dormir, afinal o turno começava ainda de madrugada'', recorda Braun. Coisas de Stammtisch. (R.M.)

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