Para preservar a educação das crianças, jovens e adultos está em andamento o projeto ''Escolas Itinerantes'', em que escolas são montadas nas ocupações e podem ser deslocadas, caso haja despejo das famílias sem-terra. O projeto tem apoio da Secretaria Estadual de Educação e o prazo para a avaliação final dessa nova modalidade de escola é de dois anos. A documentação das crianças fica em uma base que, no caso do Paraná, pode ser a Escola Estadual do Assentamento Paulo Freire, em Rio Bonito do Iguaçu. Nesse formato, os professores são do próprio movimento e as aulas, além do currículo formal, valorizam as questões voltadas aos temas dos movimentos socias. ''Trabalhamos com a metodologia do Paulo Freire, mas também aproveitamos as experiências de vários teóricos. Não há uma receita pronta e estamos buscando nos aperfeiçoar'', destacou a pedagoga Elaine Aparecida Lopes.
Na ocupação de Paranapoema, distrito próximo a Paranacity, a escola itinerante está atendendo cerca 179 crianças da educação infantil, mas o projeto prevê o ensino fundamental e médio (séries iniciais) e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Pelo seu formato, é importante o investimento na capacitação profissional dos assentados, pois são eles os responsáveis pelas aulas das escolas e cerca de 20 universidades em convênio com os movimentos sociais estão oferecendo cursos de pedagogia para os assentados, como por exemplo, a campus da Unioeste em Francisco Beltrão. Além de pedagogia, outros cursos também estão sendo disponibilizados, como o curso técnico de agroecologia, na Escola Milton Santos, em Maringá. Os cursos seguem o formato da proposta e depois de um período teórico, os assentados voltam às suas comunidades para colocar em prática o aprendizado formal.
Atualmente há oito escolas itinerantes no Paraná. Há também experiências desse tipo nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso e Goiás.

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