Escolas de Samba desfilam debaixo de chuva em Curitiba
PUBLICAÇÃO
domingo, 14 de fevereiro de 1999
Elisa Marilia Carneiro 
As Escolas de Samba de Curitiba desfilaram num rio de água, anteontem à noite. Mas logo após o desfile, os jurados reuniram-se para anunciar os vencedores do Grupo A1 deste ano, segundo a Federação das Escolas de Samba. A campeã foi a Acadêmicos da Realeza - única que não foi lavada pela forte chuva que despencou na cidade. Em segundo lugar ficou a Tradição Rubro-Negra. Ontem as escolas do Grupo A2 encerraram o minguado carnaval de rua de Curitiba. Durante a tarde, cerca de 200 crianças enfrentaram o tempo ruim para matar a vontade de pular carnaval no baile infantil.
A mudança de local - da Avenida Marechal Deodoro para a Rua João Negrão - com as arquibancadas descobertas afastaram os foliões. Com menos verbas, reduzido a apenas duas noites de desfile sob chuva e sem o baile popular, o carnaval deste ano foi menor e pior do que em anos anteriores.
No balanço otimista do presidente da Federação das Escolas de Samba Louremar Ribeiro a festa reuniu cerca de oito mil pessoas.
A chuva que começou por volta das 21h30 impossibilitou a entrada das crianças da ala infantil, todas as senhoras da ala das baianas também não puderam desfilar e as portas-bendeiras perderam parte da armação das fantasias. As roupas de veludo ficaram muito pesadas e as plumas despencaram. Mas mesmo assim podemos considerar que o carnaval de rua, para uma cidade que não tem tradição, foi bom em Curitiba, analisou Ribeiro.
No primeiro grupo desfilaram além das duas primeiras colocadas, a Garotos Unidos, Mocidade Azul, Colorado e Embaixadores da Alegria. No total, passaram na avenida três mil pessoas, no primeiro dia. Ontem foi o dia das seis escolas do segundo grupo mostrarem o seu samba no pé.
Os temas das vencedoras, mostrados na Rua João Negrão, foram Xeque-Mate na Escola Adacêmicos da Realeza e Atlético, Tradição 2.000, na Escola Tradição Rubro Negro em homenagem ao clube e ao próximo milênio.
Este ano, o município investiu 33% menos que o anterior, aplicando R$ 200 mil. Mas escolas também não se mobilizam em conseguir outros recursos para patrocinar o evento, justifica o superintendente da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, Julius Stanganelli. Até os clubes da cidade estão deixando o carnaval de lado. Este ano só os clubes Santa Mônica e Paraná Clube estão promovendo bailes.


