Escola tem papel importante
As bibliotecas de escolas públicas têm melhorado seus acervos com a ajuda de projetos como o Palavras Andantes, do município, e do auxílio do governo estadual e Ministério da Educação (MEC). A Escola Municipal Sônia Pereira Debei, no residencial do Café, por exemplo, dispõe de uma biblioteca com 3 mil livros, a grande maioria em ótimo estado de conservação.
Lá, além de terem a Hora do Conto, os alunos fazem empréstimos semanais. ''Eles também falam sobre a obra que leram no jornalzinho da escola, e são levados a livrarias ou sebos para se ambientarem'', relata Laryssa Aparecida Barboza, regente de oficinas da biblioteca. Apaixonada pelo seu trabalho, Laryssa chega a adquirir, com dinheiro próprio, alguns exemplares para a biblioteca. ''Nós acompanhamos a Leiturinha da FOLHA, e volta e meia eu compro algum livro recomendado pela coluna'', revela, comemorando que sua última aquisição, ''As 14 Pérolas da Índia'', tenha feito bastante sucesso entre a criançada.
Os alunos da quarta série são uma prova de como o hábito acaba fazendo da leitura uma atividade tão comum quanto assistir à tevê ou brincar. ''Ler é melhor que assistir desenho porque dá para imaginar, se você não quer a figura que tá ali, pode colocar qualquer coisa, inventar'', opina Vinícius Baldi, 9 anos. Tanto ele quanto seus colegas priorizam o conteúdo na hora de escolher um livro para levar pra casa. ''Antes, quando eu não sabia ler, só olhava a figura. Mas agora o desenho não é importante, eu vejo se a história é boa'', garante Jonathan Junior Ferreira Félix, 9 anos, cujo contato com os livros se deu basicamente na escola.
Já Beatriz Alegre Araújo, 10 anos, teve em casa o maior exemplo para ingressar no universo das palavras. ''Minha mãe também adora ler. Ela compra livros, lê e me passa. E quando levo um livro pra casa, ela também lê. Acho que isso é um incentivo pra mim''. (A.I.)





