Na Escola Interativa, as ações de paz também merecem destaque no cotidiano escolar. Apoiados desde 2002 na proposta da ONG Londrina Pazeando, a instituição se dedica a elaborar ações pela paz. Uma das atividades mais contundentes foi a campanha que liderou pelo desarmamento.
Para isso as crianças foram estimuladas e levarem até a escola brinquedos violentos e armas plásticas de brinquedo. Com o derretimento desse material, foram confeccionadas três esculturas com referência à pomba da paz.
Desde o ano passado, a escola lançou a campanha ''Interativa pela Paz Verde'' e vem intensificando os trabalhos de iniciação científica na área de sustentabilidade do meio ambiente. Para este ano, o tema gerador está sendo ''Ação local para o não aquecimento global'' e uma série de atividades sobre conscientização ambiental da comunidade está sendo organizada pelos alunos.
A paz ambiental também entrou no programa das aulas de artes. Aproveitando troncos de árvores, folhas e sementes os alunos fizeram belos trabalhos artísticos, aprendendo a partir da observação da natureza que muita coisa pode ser reaproveitada.
A iniciativa até resultou em elogios por parte do renomado artista plástico Frans Krajcberg, que ganhou notoriedade internacional pelo seu trabalho artístico feito a partir de destroços naturais da Amazônia. Um trabalho de forte impacto e denúncia social.
Segundo o orientador educacional Robson de Oliveira o trabalho pedagógico para o desenvolvimento de uma cultura de paz vem favorecendo a convivência entre os alunos. ''O nível de agressão entre eles está bem reduzido e conseguimos promover um clima de maior afetividade. Com esse trabalho sistemático, o conceito de disciplina também foi modificado e os professores percebem que não precisam ser autoritários para conquistarem a atenção dos alunos'', ressaltou Oliveira.
A aluna Júlia Raimunda de Carvalho, 14 anos, destacou a iniciativa da sua escola em promover ações de paz. ''Na aula de artes, quando tivemos que confeccionar os trabalhos a partir de troncos e sementes, relacionei a paz ambiental com respeito à natureza e aprendi que muitas coisas podem ser reaproveitadas'', disse.
Sobre a campanha que a escola fez pelo desarmamento, ela contou que conseguiu convencer o irmão menor sobre a má influência desses materiais e ele acabou concordando que os brinquedos violentos fossem derretidos. ''No fim, toda a minha família se conscientizou disso'', acrescentou a aluna, que desde o sexto ano do Ensino Fundamental vem se dedicando a um projeto sobre a preservação da água.
Sua colega Giulia Ferreira Mayrink Giansante, 13 anos, também aprovou a forma da escola trabalhar a temática da paz: ''Se todos fizessem dessa maneira, teríamos uma consciência muito maior sobre a importância da paz. No caso do desarmamento, o meu irmão também autorizou a destruição dos seus brinquedos violentos e aprendeu a não brincar mais com isso''.(A.P.N.)

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