Erudito e popular em boas mãos
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quinta-feira, 14 de dezembro de 2000
Agência Estado 
Wagner Tiso conseguiu traduzir a sensação da brisa da praia em seu novo CD, Tom Jobim e Villa-Lobos, que está sendo vendido nas bancas de jornais acompanhando a revista Wagner Tiso. Este trabalho é o segundo de uma trilogia elaborada por ele que mistura estilos distintos. É um projeto que une duas tendências, neste caso a clássica e a popular, conta Tiso.
O CD reúne saborosos clássicos como Trenzinho do Caipira, Caicó, Garota de Ipanema, Samba de uma Nota Só e Eu Sei que Vou Te Amar executados por Tiso e Rio Cello Ensemble, com produção de Vinícius Sá . Em março, o CD será lançado nos EUA e no Japão; e em maio na Europa.
O primeiro CD deste projeto foi lançando em 1999, Debussy e Fauré encontram Milton e Tiso, que mistura música clássica francesa e composições de Milton Nascimento. Desde 1987, por causa do centenário de nascimento, venho trabalhando Villa-Lobose agora aproveitei vários trechos de várias músicas e fiz medleys, conta.
Já as composições do Tom, por serem menores, foram tocadas inteiras. Quis podar a Bossa Nova, que está apenas num medley, e escolhi as canções que eu particularmente gosto de interpretar. Só faltou Por Causa de Você, mas ela faz parte do meu show.
Tiso lembra que Villa e Tom são dois gênios cariocas, nascidos com exatos 40 anos de diferença e que têm forte influência em sua carreira. São os dois compositores que eu mais gosto de interpretar, afirma Wagner Tiso. Com Villa eu descobri a paixão pela grande orquestra; Tom Jobim era uma inspiração permanente.
Tom morreu em 1994. Um ano depois, Wagner Tiso e o Rio Cello Ensemble fizeram uma homenagem ao maestro no Queen Elizabeth Hall, em Londres, e em Lisboa. Wagner é mineiro e chegou ao Rio em 1964. Tom Jobim foi meu contemporâneo e tínhamos uma relação de muito carinho, afirma. Rio Cello Ensemble, que acompanha Tiso no CD e nos shows, é formado pelos violoncelistas: Marcio Mallard, David Chew, Fernando Bru e Hugo Pilger.
A trilogia deve se encerrar em 2001. Para finaliza estou pensando na música negra dos escravos americanos e brasileiros, fazer uma fusão entre o jazz, blues e samba dos anos 40 e 50. Para isso, ele já começou a pesquisar a vida de Duke Ellington e Pixinguinha.


