Wagner Tiso conseguiu traduzir a sensação da brisa da praia em seu novo CD, ‘‘Tom Jobim e Villa-Lobos’’, que está sendo vendido nas bancas de jornais acompanhando a revista ‘‘Wagner Tiso’’. Este trabalho é o segundo de uma trilogia elaborada por ele que mistura estilos distintos. ‘‘É um projeto que une duas tendências, neste caso a clássica e a popular’’, conta Tiso.
O CD reúne saborosos clássicos como ‘‘Trenzinho do Caipira’’, ‘‘Caicó’’, ‘‘Garota de Ipanema’’, ‘‘Samba de uma Nota Só’’ e ‘‘Eu Sei que Vou Te Amar’’ executados por Tiso e Rio Cello Ensemble, com produção de Vinícius Sá . Em março, o CD será lançado nos EUA e no Japão; e em maio na Europa.
O primeiro CD deste projeto foi lançando em 1999, ‘‘Debussy e Fauré encontram Milton e Tiso’’, que mistura música clássica francesa e composições de Milton Nascimento. ‘‘Desde 1987, por causa do centenário de nascimento, venho trabalhando Villa-Lobose agora aproveitei vários trechos de várias músicas e fiz medleys’’, conta.
Já as composições do Tom, por serem menores, foram tocadas inteiras. ‘‘Quis podar a Bossa Nova, que está apenas num medley, e escolhi as canções que eu particularmente gosto de interpretar. Só faltou ‘Por Causa de Você’, mas ela faz parte do meu show.’’
Tiso lembra que Villa e Tom são dois gênios cariocas, nascidos com exatos 40 anos de diferença e que têm forte influência em sua carreira. ‘‘São os dois compositores que eu mais gosto de interpretar’’, afirma Wagner Tiso. ‘‘Com Villa eu descobri a paixão pela grande orquestra; Tom Jobim era uma inspiração permanente’’.
Tom morreu em 1994. Um ano depois, Wagner Tiso e o Rio Cello Ensemble fizeram uma homenagem ao maestro no Queen Elizabeth Hall, em Londres, e em Lisboa. Wagner é mineiro e chegou ao Rio em 1964. ‘‘Tom Jobim foi meu contemporâneo e tínhamos uma relação de muito carinho’’, afirma. Rio Cello Ensemble, que acompanha Tiso no CD e nos shows, é formado pelos violoncelistas: Marcio Mallard, David Chew, Fernando Bru e Hugo Pilger.
A trilogia deve se encerrar em 2001. ‘‘Para finaliza estou pensando na música negra dos escravos americanos e brasileiros, fazer uma fusão entre o jazz, blues e samba dos anos 40 e 50’’. Para isso, ele já começou a pesquisar a vida de Duke Ellington e Pixinguinha.

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