Em matéria veiculada na edição de ontem, a Folha suprimiu alguns trechos do samba-enredo da Escola Quilombo dos Palmares. Publicamos, a seguir, a letra na íntegra:
‘‘Muambeiro não;
agente de importação’’
Ô, Ô, Olê, Olê, Olê, Olê, Olê, Olê, Olá,
Me chamam de muambeiro, sacoleiro ou camelô
BisNão tô aí, nem vou ligar... (vou ligar)
Ô, Ô, Olê, Olê, Olê, Olê, Olê, Olê, Olá,
Hoje estou feliz da vida, sou artista na avenida,
Abram alas, vou passar
Vem, meu amor, a Quilombo dos Palmares, vem mostrar só pra você
Toda a saga dessa gente, que dá duro no batente e só dá pra sobreviver
Vem do norte, vem do sul,
Dia e noite, noite e dia,
O destino é um só
Vai direto ao Iguaçu, compra lá mercadoria,
Quer uma vida melhor
(Quem vai querer)
Tem cigarros, tem TV,
Toca-fitas ou CDs.
BisTem o que você quiser... (o que quiser)
Tem até computador,
Vendo tudo meu senhor,
Só não compra quem não quer
Meu Paraguai, aqui vou eu,
Tenho muito o que comprar,
Faça chuva ou faça sol,
Faço como o caracol, eu tenho que me virar
Pra buscar tudo na fonte,
Vou atravessar a ponte,
Só não sei se vou salvar, ai, ai, ai
Tô jogando o meu pacote,
Os ‘‘homens’’ vão dar o bote,
E a cobra vai fumar. (É, É, É, É, É, É... )
É, amigo, a rapadura é doce,
Mas não é mole não
Vou dançando nos perigos
Dessa nossa profissão
Eu só queria é ser chamado
Agente de importação (Olê, Olá...)

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