O jeito meigo sempre foi a marca registrada de Regina Duarte. E foi exatamente por isso que a atriz conquistou seu primeiro papel na tevê. Em 1965, o diretor Walter Avancini ficou encantado com os trejeitos delicados da jovem paulista de Campinas, que apresentava um comercial de geladeira na tevê. Avancini, que na mesma ocasião estava escolhendo o elenco de ‘‘A Deusa Vencida’’, de Ivani Ribeiro, tratou logo de contratar a moça para a primeira superprodução da teledramaturgia brasileira.
A partir daí, a atriz fez uma coleção de boas moças na galeria das personagens que já interpretou. E não foram poucas, já que participou de mais de 20 novelas, incluindo alguns dos grandes sucessos da teledramaturgia nacional, como ‘‘Véu de Noiva’’, ‘‘Irmãos Coragem’’, ‘‘Minha Doce Namorada’’, ‘‘Selva de Pedra’’, ‘‘Carinhoso’’ e ‘‘Vale Tudo’’. Foi interpretando a mocinha de ‘‘Minha Doce Namorada’’, em 71, que Regina acabou abocanhando o título de ‘‘A Namoradinha do Brasil’’.
Regina conquistou um grande fã-clube por sua atuação em ‘‘Irmãos Coragem’’, de Janete Clair. Mas existiu outra personagem que também marcou a carreira da atriz: a independente socióloga Maria Lúcia do seriado ‘‘Malu Mulher’’, que foi ao ar há 20 anos, na Globo. Esse personagem significou exatamente a maioridade dela como atriz. Segundo Regina, até então só lhe davam papéis de mocinhas ingênuas, tolinhas, passíveis e dóceis. ‘‘A partir da Malu é que perceberam que eu tinha o potencial como atriz de interpretar uma mulher’’, lembra a atriz, que nessa época já tinha 30 anos de idade. Mas a maturidade profissional atingida em Malu Mulher não impediu que Regina continuasse a se sentir à vontade nos indefectíveis papéis de mocinhas ingênuas, tolinhas, passíveis e dóceis.

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